18/03/2017 18h16
Hartung quer gozar com o pau do Casagrande
O termo pode parecer chulo, mas está no dicionário e no dia-a-dia do povo para exprimir quando alguém comemora a conquista dos outros. Neste caso, o governador Paulo Hartung (PMDB) quer gozar com o pau do seu antecessor Renato Casagrande (PSB).
 
A imprensa capixaba e a nacional são preguiçosas, exceções, para apurar fatos políticos relacionados ao ao Chefe do Executivo do Espírito Santo. A mentira que ele repete se torna verdade e o nariz precisa de verniz para melhor lustração. É só investigar seus pronunciamentos.
 
O Chefe do Executivo acaba de anunciar dezenas de obras em quase do Espírito Santo, orçadas em quase R$ 300 milhões. Só "esqueceu" de mencionar que foram contratadas pelo governo antecessor, tentando se disfarçar como "salvador da pátria". 
 
Ele prende. Ele solta
 
Não tem a grandeza de revelar a autoria de tais obras, pelo 99%, contratadas na gestão do seu antecessor desafeto, Renato Casagrande (PSB). Até porque falasse a verdade, teria de informar que mentiu sobre o caixa do Estado, guardou o dinheiro, tirou postos de empregos. Hoje anuncia criação de cerca de 2 mil por conta desses empreendimentos públicos, empenhados na gestão passada.
 
Nas redes sociais, ao mesmo tempo que fazia um ao vivo em entrevista coletiva, o governador foi, recorrentemente, xingado no comentários, porque até ontem apresentava-se irredutível sobre qualquer reajuste paras várias categorias, inclusive a da Polícia Militar. O ato de descortinar as obras empenhadas foi visto como ação política libertária como se o povo fosse escravo nos tempos imperialistas. 
 
O governador se recusa desde quando assumiu a concordar com os números de que pegou o Estado com dinheiro em caixa e equilíbrio fiscal. Age como aquele adido popular: "o delegado que prende é o mesmo que solta". Nunca será um estatista.
 
 Com a retomada dos projetos das obras anunciadas, Paulo Hartung sem poder dizer por orgulho e dissimulação, está dizendo sim: "as finanças do Estado sempre estiveram bem, obrigado!" Ora! Não seriam em dois anos, sem nenhuma ação efetiva, praticando arrojo social, cortando pessoal, faria mágica para encher de dinheiro os cofres públicos!
 
Ao final da equação, sabendo da sua situação difícil político-eleitoral, tenta a partir de agora apresentar-se como árvore com frutos, como se não houvesse formador de opinião e cabeças pensantes no Estado.
 
O que a grande imprensa não diz e nem procura saber é que o governador não fez ajuste fiscal algum e sim represou os ativos, chicoteou a máquina e  fez o antigo truque ilusório de "redentor" do Espírito Santo, maquiando uma gestão pífia e desorganizada.
 
*Jackson Rangel Vieira é jornalista
(email: jacksonrangelvieira@folhadoes.com)

 



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