09/08/2017 08h21
Uma grande imoralidade em curso na República
Por Júlio César Cardoso

Independentemente de que partido seja o indiciado,  o Brasil não pode ser administrado por elementos indecorosos ou que seja flagrado em conversas, combinações ou negócios ilícitos, como ficou sobejamente demonstrado nas gravações feitas por Joesley Batista-JBS com o presidente da República Michel Temer, em que o visitante foi recebido pelo presidente, na calada da noite, com a liberdade que sempre o empresário transitou nos descaminhos da República.

É muito decepcionante ao país, em tão pouco tempo, testemunhar os três últimos mandatários serem atingidos por graves denúncias de maus comportamentos no exercício presidencial.  E aqueles que só viam defeitos nos representantes do PT, agora têm que conviver com as revelações bombásticas  das relações promíscuas de Michel Temer  com Joesley Batista.

O país precisa ser passado a limpo. A governabilidade positiva de qualquer  dirigente ou o alegado resultado recuperador  da economia  não podem  servir de pretexto para a sociedade contemporizar ou inocentar um presidente corrupto ou que não tenha se comportado  com a decência esperada de um representante-mor da República.

Assim como e pelas razões jurídicas foi cassado o mandato de Dilma Rousseff, da mesma forma o Congresso Nacional tem que ter critério equânime para defenestrar Michel Temer. Pois pau que bate em Chico também tem que bater em Francisco.

Agora, o que é vergonhoso mesmo  é o país assistir  ao desplante pessoal de Michel Temer, ou através de sua tropa de choque, de sair a campo para cooptar partidos e políticos visando a compor maioria  para impedir denúncia contra ele na Câmara,  e tudo isso regado a troca espúria de favores, o famoso toma lá, dá cá: distribuição de verbas públicas e cargos a rodo.

E para completar a encardida safadeza, tem-se notícia de que Temer pretende  exonerar ministros licenciados da Câmara  para votar contra a denúncia na Casa. Aliás, os ministros licenciados da Câmara são todos biltres traidores dos eleitores, pois,  depois que  se elegeram, deram uma banana ao eleitor para servir ao governo.



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