Allana Santos - 12/03/2014 16h32
Greve na Universidade Federal do ES começa segunda-feira (17)

Por conta da falta de avanços nas negociações entre a Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativo em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra) e o Governo Federal, os servidores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e de outras 40 instituições de ensino desse tipo vão iniciar o movimento grevista na próxima segunda-feira (17). 

Entre as reivindicações da categoria estão melhorias na carreira, reposicionamento dos aposentados, jornada ininterrupta de trabalho, cumprimento integral do acordo de greve de 2012, revogação do contrato dos hospitais universitários com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). 

“Depois que entregamos a pauta, em fevereiro, o Governo iniciou algumas rodadas de negociação, mas parece que eles estão enrolando. Não teve nenhum avanço e vamos seguir o calendário da Federação”, disse o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores na Universidade Federal do Espírito Santo (Sintufes), José Magesk.

No primeiro dia da greve, será instalado o Comando Local de Greve do Sintufes que definirá os locais de concentração dos trabalhadores em cada um dos campi, bem como coordenará as ações e manifestações durante os dias de greve.

“A mobilização é feita desde fevereiro. Fizemos mobilização em São Mateus e, esta semana, estamos com um grupo em Alegre. No Hospital Universitário, confeccionamos um cartaz informativo sobre a greve e estamos encaminhando para todas as prefeituras”, explicou o coordenador. 

A adesão ao movimento paredista será feita pelos trabalhadores dos campi de Goiabeiras e Maruípe, em Vitória, do Centro de Ciências Agrárias (CCE), de Alegre, e do Centro Universitário do Norte do Espírito Santo (Ceunes), localizado em São Mateus. Todos eles vão funcionar com 30% do quadro de funcionários

A paralisação por tempo indeterminado deve afetar entre outros serviços, o funcionamento do restaurante universitário, biblioteca, Centro de Educação Infantil Criarte, secretarias de departamento, centro de treinamento e registro de diploma. Os servidores do Hospital Universitário Cassiano Antônio de Moraes, o Hospital das Clínicas (Hucam), também aderem a greve. Com isso, a marcação de consultas e as consultas ambulatoriais serão afetados. 

Entretanto, as internações e cirurgias, além da marcação de consultas para os programas especiais desenvolvidos pelo Hucam, por exemplo, cardiopatia, Aids, gravidez de alto risco, problemas com alcoolismo) funcionarão normalmente durante a paralisação dos servidores.

De acordo com Magesk, o movimento paredista tem a intenção de manter seu caráter de legalidade, já que as exigências previstas na lei estão sendo cumpridas – informar sobre a paralisação nos meios de comunicação 72 horas antes da deflagração da greve e manutenção de 30% do efetivo trabalhando.



EShoje
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