Elton Roza - 20/10/2014 17h36 - Atualizado em 20/10/2014 17h43
CRUELDADE DUPLA! Mãe do menino Bernardo Boldrini também pode ter sido assassinada

Um laudo feito por um perito particular pode reabrir as investigações sobre a morte de Odilaine Uglione, mãe de Bernardo Boldrini, assassinado em abril, no Rio Grande do Sul. O documento aponta que a mulher não cometeu suicídio, mas sim, foi assassinada. Leandro Boldrini, que era seu marido, é o principal suspeito. 
 
Odilaine morreu 72 horas antes do momento de assinar o divórcio, em 2010. Ela era casada com o médico Leandro Boldrini, que agora está preso por suspeita de envolvimento na morte do filho, Bernardo. Conforme o acordo que seria assinado, Odilaine deveria receber R$ 1,5 milhão e uma pensão mensal de R$ 10 mil. A Polícia Civil investigou o caso e concluiu que ela cometeu suicídio, com um tiro na boca, dentro do consultório do marido. Pelo menos cinco pessoas aguardavam consulta quando viram um estouro e o médico sair correndo da sala, apavorado. Ele sustenta que a mulher se matou.
 
O homem está preso, acusado de juntamente com sua atual esposa, Graciele Ugulini, tramar a morte do filho. O crime ainda teria contado com a colaboração dos irmãos Edelvânia Wirganovicz e Evandro Wirganovicz. Todos respondem processo criminal por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. 
 
A mãe de Odilaine, Jussara Uglione, de 73 anos, não acredita que a filha tenha tirado a própria vida com um tiro na cabeça, como a polícia concluiu há aproximadamente quatro anos. Odilaine, que era enfermeira, foi encontrada morta 2010 dentro da clínica de Leandro Boldrini, na cidade de Três Passos. Jussara declarou: "Não, não, ela não se matou". 
 
O especialista em ciências policiais Eduardo Llanos, contratado por Jussara, também compartilha da mesma opinião. Ele ajudou na elaboração de um novo laudo sobre a morte da mãe de Bernardo. Eduardo diz que não há dúvidas de que Odilaine foi assassinada. 
 
Na época em que a enfermeira morreu, a polícia chegou à conclusão de que se tratava de suicídio com base em depoimentos de testemunhas e nos laudos da perícia oficial. Porém, um resultado deixou a família da mulher intrigada. Havia resíduos de chumbo (principal elemento químico da pólvora), apenas na mão esquerda dela, mas Odilaine não era canhota, contou a mãe: “Os amigos desconfiaram primeiro, mas ninguém queria me contar. E pensando no Bê a gente ficou quieto”. 
 
Para a família da mulher, uma gravação encontrada no celular de Leandro pode ser mais um indício de que ela não tirou a própria vida. Bernardo discute com o pai e a madrasta quando eles falaram sobre Odilaine: “Eu sei que tua mãe é o máximo para ti. Mas simplesmente ela te abandonou”, diz Leandro. Nisso, o menino retruca: “Ela não me abandonou. Tomara que tu morra. E essa coisa que morra junto”. A madrasta finaliza:  “Tu vai ir antes. Teu fim vai ser igual ao da tua mãe”. 
 
A mãe disse que cerca de cinco horas antes de Odilaine ser morta, ela estava feliz, pois estava prestes a se separar de Leandro. A motivação era brigas e traição: “Ela me disse: ‘Mãe, o Leandro andava pulando a cerca. Já vi, já peguei’. Odilaine receberia R$ 1,5 milhão e mais R$ 8 mil de pensão. 
 
A Justiça tem 30 dias para decidir se irá reabrir o caso.


Diário da Manhã
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