Jackson Rangel Vieira - 15/03/2016 14h38 - Atualizado em 10/01/2017 18h40
Paulo Hartung, o chefe do crime organizado do Espírito Santo

O governador Paulo Hartung (PMDB) não é denunciado sobre sua personificação de mafioso verdugo, chefe do crime organizado do Espírito Santo, porque seu marketing nazista esconde essa essência maléfica, maquiavélica, impondo o medo e controle sobre as instituições do Estado, principalmente  Ministério Público, Judiciário e Legislativo.

Todo mundo sabe que ele é imperador vingativo num estado provinciano em conluio com a grande imprensa - leia-se Rede Gazeta - , pelo investimento do erário no Grupo. Aliás, como esquecer o grampo aos repórteres sobre o assassinato do juiz federal Alexandre Martins? Na época, o então secretário de Segurança, Rodney Miranda - prefeito de Vila Velha- , foi obrigado sair corrido do ES até Hartung negociar sua volta com a cúpula da Rede de Comunicação. Claro, a lobotomia não foi feita por conta da calvície do governador. Grana!

Seu desejo de ser ministro de um governo qualquer Federal nunca se concretizou, gerando frustração facciosa de alta periculosidade. Tudo bem que sua mansão em Domingos Martins não é um bem ocultado, pode ser, mas como justificar sua condição de milionário só em carreira política? A mansão, para seu descanso e de amigos mais íntimos, é a prova de enriquecimento impossível de ser alcançados por poucos políticos honestos. 

O capixaba vive sob nuvens de engodo e de perigosa dissimulação, com quadrilha de empresários que financiam o stadus quo desse serpentário. Grande parte de seus ajudantes são vassalos. Sua capacidade de hipnose superficial em pacientes dependentes chega ao ponto de infectar o cachoeirense, agora, "vitoriano" , o senador Ricardo Ferraço (PSDB), visto mais como boneco ventrículo e funcionário de luxo do governador, até ontem.

Mais do que o triplex do Lula, que o ex-presidente não diz ser dele, sendo ele e seus frequentadores os únicos a entrarem no "mimo", além dos corruptores, ninguém, nem Ministério Público, nem a Imprensa comprada questiona o Posto Fantasma de Mimoso do Sul. Com quem ficou ou está os 20 milhões de terraplanagem superfaturados? Se isso não é assalto aos cofres públicos não dá mais para diferenciar o ladrão do assaltante. 

Este circo todo em volta da morte do juiz federal Alexandre Martins só convence a palhaços. O Guardão está envolvido, logo, o governador, pode não ter digitais - como sempre - , mas ficará sempre a desconfiança de sangue nas suas mãos, porque não se mata um juiz que o investigava sem nenhuma manifestação do Chefe de Estado em solidariedade e força tarefa para estancar crimes bárbaros de tal natureza.

Sua fama de vira-casaca partidária na nossa republiqueta já não incomoda os ideólogos. Camaleônico, conhecido pelos seus desafetos como "Paulo Ratung". Censurador. É um homem para se temer. A vida de seus inimigos correm perigo, por isso essa leniência. E a corrupção rastreada em Presidente Kennedy, com especulação imobiliária a base de informação privilegiada, utilizando laranja, sócios. Primo milionário. Obras, Consultorias e Palestras. E uma primeira-dama que gosta de viajar!

Tem mais, está fazendo um governo medíocre. O problemas é que não tem mais Lula para adiantar R$ 300 milhões de royalties para colocar a casa em dia. Até porquê pegou a casa em ordem com antecessor. Enfim, nunca será um estatista. Será um imperialista medieval com poderes de prender, matar e deixar viver. 

Quanto ao artigo, foi construído ao som de Pink Floyd, sem cocaína, sem confraria e sem putaria.Quem o assina é espartano, que prefere a morte a não ser livre para historiar e lutar pela verdade tão rara e tripudiada nos últimos tempos.



Jackson Rangel Vieira - Jornalista
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