Jackson Rangel Vieira - 07/12/2016 01h30 - Atualizado em 28/03/2017 14h09
O Rasputin de Victor Coelho
Por Jackson Rangel Vieira
 
Os 60 mil eleitores do prefeito eleito Victor Coelho (PSB) saíram da expectativa para a ansiedade. Rareando o tempo para a montagem do secretariado e o planejamento para a prometida escrita da nova história de Cachoeiro de Itapemirim-ES, um nome da equipe de transição é o responsável em influir como esse tempo novo se dará, Weydson Ferreira do Nascimento.
 
Atravessado, sabido, de boa formação. Poucas palavras em diálogo com desconhecidos, ele é graduado em História, com pós-graduação em Gestão Ambiental. Parido há 39 anos, comanda a Comissão de Transição para a nova governança.
 
Um "gênio" das formulações mais importantes da equipe, ele é conhecido nos bastidores da política cachoeirense como "ex-chefe de Gabinete de Glauber Coelho", irmão do prefeito da nova geração e nesse título se sustenta até agora. Tudo passa pelo seu consentimento ou última palavra. Incrivelmente dissimulador.  Ninguém o sobrepõe no superlativo dos principiantes.
 
Doravante, rodado. Ascendeu em várias áreas na Prefeitura de Cariacica, concluindo o ciclo de agente público até este ano na Prefeitura de Vila Velha, na gestão calamitosa do prefeito Rodney Miranda (DEM).
 
Normalmente, não é pejorativo, ter alguém como líder das idéias em um grupo, desde que não tenha inclinação para Grigori Rasputin.
 
O que se sabe dele, os cachoeirenses, é nada. Vai-se testar a têmpera e idoneidade nessa aldeia peculiar, Cachoeiro de Itapemirim, quando - se é que vai - se tornar Primeiro Ministro. Aguarda-se suas funções futuras e logo ele mesmo se dará conta que os cachoeirenses são diferentes. História de Rubem Braga não se brinca com estória de fundo de gabinete.
 
Isto posto e suposto, tem-se conhecimento, por exemplo, sua interveniência no projeto de unificação dos poderes Legislativo e Executivo, pelo mesmo partido. Sucumbirá ao tempo se a esperteza afluir à inteligência. 
 
Transparência ainda não há por parte de seu mentor, com páginas desatualizadas e sem o contorno de perspectiva para atender as esperanças  dos cidadãos que legitimaram o pleito e não a um homem jovem pretensioso.
 
Ósculo santo não contém no poder de milagres do amigo do rei. Requer dele, na prática, os olheiros e participantes diretos da vitoriosa campanha, a humildade ainda não apresentada. Rótulos lhe aguardam se não se comportar bem. 
 
Instruído, professoral, não lhe credencia fazer conjecturas sobre o melhor para a administração socialista, excluindo amigos e aliados de Victor Coelho.
 
A sua vinda para Cachoeiro de Itapemirim é bem aceita. Deveras, o cachoeirense é hospitaleiro. Entretanto, muito exigente quando um estrangeiro vem para promover rebelião, quando este se revela a eminência parda. Até agora, o que nada aconteceu e o que de ruim se apresentou, é de sua muita responsabilidade.
 
Cuidado muito é pouco. As águas não devem ser desviadas da direção do mar. Canto da sereia não funciona para os marinheiros da Capital Secreta do Mundo. Houverá tempo do coronelismo dissimulado construir muitas eminências pardas que levaram o Município à miséria, holisticamente. 
 
O que o Primeiro Ministro ou Eminência Parda carece de saber é que não tem chancela popular para assassinar a esperança dos procuradores. Eira com beira, não encoste sua vida pregressa como credencial para manipulação. Insígnia do poder verdadeiro, estadista, está na humildade que vence o mundo.
 
Rasga o que aprendeu por outras paragens. Orgulha-se de estar numa terra de solo sagrado, tirando suas alpargatas antes de nela andar.
 


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