Kaio Humberto - 19/04/2017 09h42
Lista sigilosa de Fachin cita Lula, Palocci e Cunha, diz jornal
Os delatores relatam ainda o pagamento indevido de R$ 15,5 milhões para Emilio Lozoya, ex-presidente da Pemex, a estatal de petróleo do México, e de R$ 62 milhões para um ministro angolano não identificado.
 
No caso de Angola, outra petição diz respeito à suposta atuação de Lula para favorecer a empresa do sobrinho dele Taiguara Rodrigues dos Santos.
Segundo delatores, a empresa Exergia teria sido contratada pela Odebrecht, apesar de não ter experiência no ramo.
 
O contrato previa a prestação de serviços entre 2011 e 2014, quando Lula já havia deixado a Presidência.
 
As informações e documentos referentes a essa delação serão encaminhados à Justiça Federal do Paraná, a pedido da Procuradoria Geral da República, porque fatos semelhantes já eram apurados anteriormente.
 
Delatores também contam que Lula e o hoje governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), atuaram para viabilizar as obras da Odebrecht no Porto de Mariel, em Cuba.
 
O ex-presidente Lula nega as acusações. A assessoria do petista diz que ele vem sendo acusado sem provas. O G1 não conseguiu contato com o advogado de Antonio Palocci.
 
PMDB
Campanhas eleitorais feitas no Brasil também estão relacionadas nas delações ainda sob sigilo.
 
Seis delatores fizeram referência à obra da usina hidrelétrica de Belo Monte. Esses documentos serão incluídos em inquéritos já existentes no Supremo Tribunal Federal envolvendo integrantes da cúpula do PMDB.
 
Delatores apontaram pagamento de R$ 2 milhões para o ex-ministro Henrique Eduardo Alves (PMDB) na campanha para o governo do Rio Grande do Norte em 2014.
 
Segundo os delatores, o próprio ex-candidato e o ex-deputado Eduardo Cunha teriam pedido o dinheiro à empreiteira.
A defesa de Eduardo Cunha afirma que os delatores apontam atos ilícitos sem qualquer prova do ocorrido, "em uma busca inexplicável" de envolvê-lo nos crimes da Lava Jato.


G1
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