Bruno Cícero - 15/07/2017 10h27 - Atualizado em 15/07/2017 10h29
Dupla é presa suspeita de matar amigos a tiros em bar
O crime aconteceu no dia 5 de junho. Segundo a polícia, os amigos zaque Dornelas Ribeiro, de 19 anos, e Romário Santos de Jesus, 31 anos, estavam jogando sinuca no bar quando os criminosos chegaram. Eles desconfiavam que o estabelecimento era ponto de venda de drogas.
Dois suspeitos de assassinato em um bar em Jardim Tropical, na Serra, estão presos. As vítima são dois amigos. Segundo a polícia, eles eram inocentes, mas foram mortos para "servirem de exemplo". A dupla foi presa separadamente, sendo o último na quinta-feira (13).
 
 
O crime aconteceu no dia 5 de junho. Segundo a polícia, os amigos zaque Dornelas Ribeiro, de 19 anos, e Romário Santos de Jesus, 31 anos, estavam jogando sinuca no bar quando os criminosos chegaram. Eles desconfiavam que o estabelecimento era ponto de venda de drogas.
 
 
O delegado Rodrigo Sandi Mori, da Delegacia de Crimes Contra a Vida (DCCV) da Serra, explicou que os suspeitos Cleyton dos Reis, 18, e Willians de Souza, 27, fazem parte de uma gangue e não deram chances de defesa às vítimas.
“Eles chegaram a bordo de um Fiat Uno roubado, que era dirigido por um menor, fortemente armados e mandaram todas os clientes do bar, que estava lotado, deitarem no chão”, contou o delegado.
 
 
Como Izaque e Romário se deitaram juntos e eram os dois mais próximos dos criminosos, acabaram sendo escolhidos para morrer.
 
 
Cleyton encostou a espingarda calibre 12 nas costas do jovem e disparou à queima-roupa. Já Romário foi atingido da mesma forma, por tiros de pistola na nuca e no ombro esquerdo.
 
 
Os estilhaços das balas que mataram os amigos ainda acertaram o pé de uma dona de casa de 21 anos.
 
egundo a polícia, os dois presos fazem parte de uma gangue que disputa por pontos de tráfico de drogas de Central Carapina e Jardim Tropical, na Serra.
 
 
Após as execuções, eles disseram que aquilo era um aviso para ninguém mais vender droga no local e fugiram.
Na época das mortes, o pai de Izaque, o motorista Adilson Ferreira da Silva, de 52 anos, reforçou que não havia motivos para os dois serem os alvos.
 
“Eles sempre foram amigos. O Izaque era técnico em mecânica e trabalhava como cabeleireiro. Ele tinha o próprio salão. Já o Romario era padeiro, trabalhava em um supermercado. O que aconteceu é sem explicação. Não sei por que fizeram isso, só Deus para me confortar”, comentou.
 
Willians foi preso poucos dias após o duplo homicídio, mas por outro crime. Ele foi pego em uma abordagem da Polícia Militar com o Fiat Uno usado no dia do dia do assassinato, que era roubado.
Já Cleyton foi pego pelos policiais da DCCV da Serra na manhã da última quinta-feira (13), na casa dele em Central Carapina. Ele ainda tentou fugir, mas não escapou da cadeia.
 
A dupla foi indiciada por duplo homicídio e uma tentativa. O delegado Sandi Mori ainda afirmou que vai representar contra um menor de 17 anos, que era quem dirigia o carro para os assassinos.


G1
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