Redação - 13/11/2017 12h47
VestUfes terá regras mais rígidas para impedir fraude em cotas
Este ano, 94 candidatos tiveram o pedido de ingresso negado pela Comissão de Validação de Autodeclaração Étnico-racial da instituição

Tentando garantir uma vaga na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), pessoas brancas se declaram negras, pardas ou indígenas para serem beneficiadas pelo sistema de cotas raciais. Este ano, 94 candidatos tiveram o pedido de ingresso negado pela Comissão de Validação de Autodeclaração Étnico-racial da instituição por não se encaixarem nos requisitos estabelecidos para a reserva de vagas.

Com o fim do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a Ufes se prepara para lançar o edital de 2018 e quer mudar a verificação das autodeclarações. Embora as modificações ainda não estejam definidas, a coordenadora do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros (Neab) da Ufes e membro da comissão que analisa os casos, Patrícia Gomes Rufino, adianta que o objetivo é que a peneira seja mais dura para evitar fraudes.

“As regras serão mais rígidas para que as pessoas certas realmente possam usar seu direito”, afirma.

Comissão

Criada no ano passado, a Comissão de Validação de Autodeclaração Étnico-racial começou a atuar este ano. Após a seleção pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), alunos que se declararam cotistas raciais tiveram que entregar um questionário socioeconômico pessoalmente aos avaliadores no dia da matrícula. A análise é feita tanto com base na ficha, quanto nas características físicas de cada um.

Dos 94 solicitantes indeferidos, 69 conseguiram permanecer na Ufes via recursos e 12 não. Outros 13 não apresentaram defesa.

 



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