Jackson Rangel Vieira - 15/04/2018 15h50 - Atualizado em 22/04/2018 11h34
Hartung ainda vai enfrentar o efeito Joaquim Barbosa
Jackson Rangel Vieira

 

* Jackson Rangel Vieira

Com todo atrapalho da divulgação da pesquisa da Futura, com subtração de cenários primários, na avaliação dos candidatos a governador do Espírito Santo, o resultado fortalece a pré-candidatura do ex-governador Renato Casagrande (PSB) neste primeiro momento crescente, mas o pior para seus adversários está por vir, a conjuntura nacional que impulsionará o pleiteador com viés ideológico e com formação partidária.

Pesquisas já colocam todos os cenários possíveis. No quadro de segundo turno, a conclusão da mostragem é do ex-ministro, Joaquim Barbosa (PSB) já vencendo Bolsonaro, com sem lançamento de pré-candidatura e recém filiado ao partido. Sim! Aquele que o governador do ES gostaria de ser vice.

Ingressando na realidade capixaba, o que significa a verticalização nacional e seu impacto no mercado eleitoral? Um divisor de águas abismal. Enquanto Renato Casagrande tem tradição partidária pela sigla socialistas, precursor dela no Estado, o seu principal oponente, Paulo Hartung (MDB) já passou por uma dezena de outros cameleonicamente, com agravante de carregar o peso do seu partido com Michel Temer e Henrique Meireles que figuram atrás de Color de Mello (PTC) com menos de 2%.  

Em síntese, o pior para o governador desgastado, como demonstra a sua rejeição e de seus factoides, ainda está por vir. A fidelidade ideológica, com a proposta do diálogo, da transparência e da responsabilidade fiscal com compromisso social, de tirar o Estado da estagnação, está em processo de maturação no inconsciente eleitoral com força avassaladora como represa por estourar como fenômeno sociológico natural. Joaquim Barbosa são as águas que vão arrastar Casagrande para beijar o mar, enquanto seus adversários serão espremidos pelas margens desse rio com correntezas violentas. 

Casagrande não terá dificuldade para caminhar com o seu candidato ideológico tanto quanto ele. Já o ex-governador, sem conhecer dessa essência de identidade, pode desistir a tempo de não acompanhar o presidente mais impopular da história do Brasil e nem o seu indicado. Não é do feitio do governador Paulo Hartung ser altruísta a ponto de experimentar o "abraços dos afogados".

Em tempo: "O candidato que receber o apoio público do presidente Michel Temer (MDB) -- caso ele mesmo não concorra à reeleição -- pode não contar com os votos da grande maioria do eleitorado brasileiro. É o que mostra a última pesquisa Datafolha sobre as intenções de voto para a Presidência da República nas eleições deste ano, divulgada neste domingo (15) pelo jornal Folha de S. Paulo. De acordo com a pesquisa, questionados se votariam em um candidato apoiado pelo atual presidente, 86% dos entrevistados disseram que não. Outros 9% responderam que talvez votassem na indicação de Temer, e apenas 3% votariam com certeza em seu apoiado. Outros 2% não souberam responder", análise do DATAFOLHA.

* Jackson Rangel Vieira é jornalista



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