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Brasão da ignorância


Jackson Rangel Vieira

Jackson Rangel Vieira

Jornalista. Criador do primeiro jornal diário impresso fora da Capital do Espírito Santo. Vanguardista no lançamento do primeiro site fora da Capital. Um dos primeiros do Estado em investir nas redes sociais, com cerca de 200 mil seguidores só no twitter. Defensor incondicional da liberdade de expressão.

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  30.setembro.2019

A Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim-ES surpreende os cachoeirenses ao divulgar o novo brasão do Município, remodelado pela sub-Secretaria da Comunicação, órgão de atuação que deve ter somente essa "proeza" no seu portfólio.

Quem teve a ideia, a pretexto de se adaptar aos novos tempos digitais - em 3D - é de incrível ignorância que não consultou o hemisfério direito do cérebro, responsável pela criatividade.

A nova logo, sem consulta popular, é feminino, com batom acentuado. Nada contra o empoderamento da mulher. Do ponto de vista estatístico, são mais mulheres do que homens na Princesa do Sul.

O pior dessa história foi retirar da coroa do brasão as torres o significado existencial dos distritos que eram cinco e hoje são 11, logo, no mínimo de coerência histórica, onze pontas na tiara seria mais razoável. Inclusive, roubaram o nosso amarelo ouro.

Sinceramente, as sementes vermelhas que deveriam direcionar o potencial cafeeiro parecem mais frutinhas de cereja pelo exagero da cor vermelha com folhas verdes simetricamente arredondadas. Estupraram o nome Cachoeiro de Itapemirim, tirando-o da parte de cima, jogando na parte de baixo com sombreamento para dar um ar moderno e extinguindo o bucólico.

Fora essas gafes de criatividade, sem consentimento do cachoeirense bairrista e culto, ficou excelente a parte em que não mexeram. Depois de 1982, o brasão já foi modificado no ano passado para justificar o número de distritos que era de cinco e aumentou para 11.

O atual brasão é injustificável. Moldar-se aos novos tempos das destrezas gráficas, em caso de mau gosto, é o mesmo que transformar toda a história futurista, como se não tivesse passado. Imaginem se todos os brasões milenares de países, estados e municípios entrasse nessa inteligência artificial da sub-Secretaria da Comunicação? Em algumas culturas poderia provocar até uma guerra civil.

Se o propósito era futurizar o brasão, ao menos, aplicar o princípio da razoabilidade: tese, anti-tese e síntese. Assim, não! Os cachoeirenses serão reconhecidos, permanecendo como está, como "frutinhas", o tanto de realce aos cachinhos de três delas, roubando o espaço das demais simbologias. Fazer o que? Não havendo orgulho, abortar!

O novo brasão de Cachoeiro de Itapemirim e suas anomalias

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