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Quem coloca e retira matéria?


Jackson Rangel Vieira

Jackson Rangel Vieira

Jornalista. Criador do primeiro jornal diário impresso fora da Capital do Espírito Santo. Vanguardista no lançamento do primeiro site fora da Capital. Um dos primeiros do Estado em investir nas redes sociais, com cerca de 200 mil seguidores só no twitter. Defensor incondicional da liberdade de expressão.

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  01.dezembro.2019

O jornalista Leonel Ximenes, colunista de A Gazeta, para produzir uma matéria sobre a crise entre o Governo do Estado e grupos da Assembleia Legislativa no episódio da saída do deputado estadual Enivaldo dos Anjos (PSD) da liderança do governador Renato Casagrande (PSB) na Assembleia Legislativa, citou a FOLHA ES e uma matéria que , segundo ele, saiu do ar "misteriosamente" e que inspirou o mesmo a rascunhar seu texto.

Há um equívoco do jornalista sobre a suspensão da matéria publicada. Justificável. O colunista é funcionário da empresa de comunicação e não tem histórico de ativismo politico. Logo, não é o dono. Quem autoriza inserir uma matéria ou suspender a publicação é o proprietário do veículo ou a Justiça em caso de discussão de liminar a pedido de algum requerente. No caso em tela, a suspensão foi autorizada por mim, jornalista e dono (criador e proprietário do portal).

Saiu do ar "misteriosamente" é um eufemismo com refutação sofística. Matérias não saem do ar sozinhas. A Imprensa é formada por gente com pirâmide holística inerente a qualquer ser humano. A matéria foi retirada porque a FOLHA entendeu, pelo seu dono, que provocaria uma crise no Estado desnecessária em desfavor do Governo Renato Casagrande, uma governança, claramente, defendida pela linha editorial do veículo desde da pré-campanha de 2018.

Os mais intolerantes dirão: pode isso? Um meio de comunicação defender um sistema de governo ou ficar contra? Pode e deve. Este jornalista, praticamente, inaugurou o jornalismo de opinião no Espírito Santo. Isto requer lado e não implicitude como comumente se pratica pela maioria do veículos de comunicação do Brasil. Tem lado, mas finge que não tem.

Sobre o jornalismo em tempo real e pós-modernista, também não existe absolutismo. A FOLHA, desde à construção da candidatura do governador Renato Casagrande, de 2016 a 2018, defendeu a bandeira de governança dele. Saiu vitorioso e a o Portal continua mantendo a linha editorial em defesa do seu Governo. Agora, pode mudar, ficar neutra, ficar contra ou defender alternativas a qualquer momento ou em outros momentos? Pode!

Essa história de jornalismo independente - já escrevi muitos artigos sobre o tema - não existe em todas as vertentes da atividade humana. Quem escreveu algum mandamento nesse sentido? Tem de registrar só os fatos? Isto é jornalismo atrasado. Analógico. Pode-se e deve-se analisar, opinar e interpretar os fatos. Nos dias de hoje, jornalismo sem opinião é descartável pelo leitor, ouvinte ou telespectador. Hoje, todos são comunicadores e receptores de notícias nas redes sociais.

"A matéria saiu do ar misteriosamente". Leonel, até parece que no decorrer da história de A Gazeta, por motivos não republicanos, não retiraram matérias, não deixaram de exibir películas e distorceram conteúdos. O material suspenso da FOLHA não continha inverdades e nem propunha conspiração contra o interesse coletivo. Foi critério do dono. Como você é funcionário, nunca poderá fazer o mesmo em alinhamento com a sua consciência. E se desejar fazê-lo, cria o seu próprio meio de comunicação ou Blog.

Bem, vamos para o final desse imbróglio provinciano, sem hipocrisia. O jornalista e dono recebem publicidades deste Governo, por isso o defende.? Recebe e bem aquém do seu merecimento como formador de opinião e como excelente plataforma de se dar publicidade aos atos das atividades públicas. Se o norteamento fosse consideração técnica para esse fim, a FOLHA deveria ser inimiga do Estado e do governador Renato Casagrande. Recebe valores módicos e na linha do tempo nunca precisou do Poder Público para existir. O mesmo, acho, não pode revelar a Gazeta que só vive às custas do erário durante toda sua existência como afiliada ou extensão da Rede Globo.

Então, ensinando ao colega Leonel Ximenes, matérias não somem como fantasmas. Elas são retiradas ou suspensas por quem tem poder e autoridade para isso. É inadequado arrumar pretexto para construir uma material jornalístico polêmico sobre outro veículo com riscado turvo e pífio.

Em paralelo, eu poderia fazer ilação sobre indiciamento no passado do dono da Rede Gazeta de contrabando de armas, oriundas do EUA, para fundamentar a criação de uma matéria sobre proprietários de veículos de comunicação com antecedentes criminais, sem ser os afeitos aos jornalistas investigativos, em via de regra, acusados de crimes contra a honra.

Tenho 37 anos de jornalismo. 27 anos como criador da FOLHA ES. O dono da FOLHA sempre teve e terá opinião, agradando e desagradando. Colocando ou suspendendo publicações! Muito prazer!

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