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Santa Casa sem misericórdia


Jackson Rangel Vieira

Jackson Rangel Vieira

Jornalista. Criador do primeiro jornal diário impresso fora da Capital do Espírito Santo. Vanguardista no lançamento do primeiro site fora da Capital. Um dos primeiros do Estado em investir nas redes sociais, com cerca de 200 mil seguidores só no twitter. Defensor incondicional da liberdade de expressão.

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  06.janeiro.2020

Completa exatamente 1 ano em que a Santa Casa de Misericórdia de Cachoeiro de Itapemirim escreveu um capítulo de inquisição contra o médico Roberto Bastos, vilipendiado e cuspido por um padre e parte de seus próprios colegas pusilânimes. Aniversaria a desativação da maternidade do hospital centenário numa trama costurada de bastidor das mais cruéis em desfavor das crianças e das mulheres.

O povo cachoeirense e a própria classe médica devem um pedido de desculpas que nunca acontecerá por ausência nata de altruísmo. O médico surtou por conta da enganação engenhosa entre a direção da Santa Casa e alguns médicos. Roberto Bastos foi ludibriado até o último minuto sobre a verdadeira transação e transição da maternidade para o Hospital Infantil. A Santa Casa foi irresponsável e negligente, criminosamente, e o Estado retirou dela a unidade. A verdade documentada.

Passados exatamente 1 ano, o superintendente Padre Evaldo Ferreira reaparece ao lado do prefeito de Itapemirim-ES, Thiago Peçanha, assumindo no dia primeiro de janeiro de 2020, o hospital Menino Jesus, de Itaipava., retirado ou entregue pelo Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim. Todas essas movimentações envolvem milhões, mas nenhuma autoridade como a promotoria tem interesse em auditar. Enquanto isso, morrem pacientes e os médicos recebendo com meses de atraso seu salários.

O padre faz trato individual com médicos para pagamento, um exemplo de gestor gângster. Qual atitude é a mais nefasta: gritar que um "padre" é "viado" ou se calar e deixar pessoas morrendo? Um xingamento injurioso não pode sobrepor a vida das pessoas em risco recorrente e das mortes produzidas por uma estrutura funcional anêmica. Essa fatura vai ser cobrada ao padre que pratica a inquisição do Século XXI mais perversa do que a da Idade Média.

A Santa Casa de Misericórdia e as pessoas sérias que lá estão não têm o que comemorar. O menino Jesus pode ser o fim desse labirinto místico entre o poder da religião sobre a vida e a morte. O padre será traído por esse presente de grego e seu orgulho será engolido e voltará em forma de vômito com os vermes da sua vaidade. Incapaz, vai provar à luz do dia que não serve nem para cumprir o sacerdócio com sua batina maculada.

Roberto Bastos, último ícone da resistência na Santa Casa de Cachoeiro

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