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Capítulo VIII - A Peste Negra Matando o Povo


Jackson Rangel Vieira

Jackson Rangel Vieira

Jornalista. Criador do primeiro jornal diário impresso fora da Capital do Espírito Santo. Vanguardista no lançamento do primeiro site fora da Capital. Um dos primeiros do Estado em investir nas redes sociais, com cerca de 200 mil seguidores só no twitter. Defensor incondicional da liberdade de expressão.

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  07.junho.2020

Enquanto o Príncipe ficava cultivando seus jardins e dando milhos aos pombos na praça do palácio, o seu povo estava sendo dizimado pela peste negra. Fora do castelo, o povo padecia da doença letal e de fome. Era a face cruel de uma governança entre amigos da pior espécie.

A bem da verdade, o czar da Capital Secreta obedecia aos decretos do rei do continente, também desgastando, desmanchando-se em frouxidão além da falta de transparência em que ninguém falava a mesma língua como Torre de Babel.

A praga impiedosa dizimara 200 milhões em todos os reinos. A corrupção apresentava-se com mais evidencia com superfaturamentos em tempo de escassez e nenhuma transparência. Uma coisa horrível de registro histórica.

O Príncipe, já com problemas na transição, enganado pelos cães motivadores em obediência a Rasputin. Esses assessores de presépio escondiam a rejeição do Czar e lhe apresentava números de conquistas inventadas. A nobreza tinha déficit de inteligência. Visivelmente.

As pessoas foram obrigadas pelo reinado a ficarem presas em suas casas para morrer da doença ou de fome. A falta de opção dos incautos era só levava a um caminho: a fé. Não restava mais nada a se apegar e nem esperar dos seus principados.

O canil de Rasputin tinha obrigação de não deixar o Príncipe esmorecer em desânimo ou depressão. Ele precisava alimentar a ilusão de que iria conseguir se manter no poder deixado pelo seu caçula, ícone de sua vitória no passado .

Nada fazia sentido na corte, apesar de todo esforço para manter o equilíbrio. Muita orgia, pedofilia e abrigo de molestadores de crianças. Era o inferno dentro da alma alimenta pelo cajado do Príncipe que se fazia vista grossa. A imoralidade com a peste negra matava o corpo e alma daqueles que se espelhavam nos desafeiçoados homens e mulheres do Palácio.

Por fim, em meio à pandemia, o Príncipe continuava em tratamento intensivo por conta dos recorrentes surtos de múltiplas identidades e a obsessão por ser amado, sentimento que o povo não tinha para oferecer ao seu pior verdugo.

Ah! O tratamento a que ele era submetido envolvia medicamentos para inibir a libido e a compulsão por se masturbar nos cômodos da casa real e entre as folhagens dos jardins da Babilônia. Tenso! Uma saga psicótica sem fim.

A praga matava, mas a falta de Governo matava mais ainda

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