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Traição anunciada a Casagrande


Jackson Rangel Vieira

Jackson Rangel Vieira

Jornalista. Criador do primeiro jornal diário impresso fora da Capital do Espírito Santo. Vanguardista no lançamento do primeiro site fora da Capital. Um dos primeiros do Estado em investir nas redes sociais, com cerca de 200 mil seguidores só no twitter. Defensor incondicional da liberdade de expressão.

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  27.outubro.2013

Um punhado de loucos leitores de minhas análises, principalmente, políticas, deve lembrar a previsão de quase 1 ano, acho, de como ficaria o quadro futuro da política capixaba para as disputas majoritárias. Com letras saltitantes, vaticinei: Estão traindo o governador e um dos cenários será Ricardo Ferraço (PMDB) para governador; João Coser (PT) para vice: e Paulo Hartung (PMDB) para senador.

Previsão enquanto o governador recebia e receberá mais tapinhas nas costas e declarações dissimuladas dos adversários disfarçados de apoio ao seu Governo. O único honesto nessa história de sucessão tem sido o senador Magno Malta (PR) que não está com ninguém. A elite política o vê como leproso que não deveria está no mercado público, mas na cidade dos prescritos. Ele resiste.

Voltando ao governador Renato Casagrande, tenho escrito sobre sua péssima assessoria, desagregadora, oportunizando plataforma administrativa frágil e possibilidade real dos Ferraço dar o troco. Para quem se esqueceu, Ricardo, em 2010, quando retirado da disputa pelo próprio Eduardo Campos (PSB-PE) em composição com o Planalto para eleger Dilma Rousseff (PT), "sangrou", segundo ele mesmo, e enfureceu o pai fanfarrão.

Quando da minha estada no Palácio Anchieta, a convite do governador, solícito aos seus questionamentos sobre o cenário político antes de 2012, disse a ele para inverter a composição de aliados porque o futuro seria dessas forças tomarem o poder. Ele me ouviu, mas, claro, não atenderia a conselho de simples jornalista do interior, contudo, sem falsa modéstia, conhecedor das vísceras dos seus possíveis concorrentes: Ricardo Ferraço e Magno Malta.

Seu antecessor nunca esteve com ele, antes conspirou sem parar de forma sofisticada como só ele sabe fazer no Espírito Santo. Ao reboque, seus súditos decoravam o script: Ricardo Ferraço, Lelo Coimbra, ambos do mesmo partido, e o Ferração (Theodorico DEM-ES), que levou na lábia a presidência da Assembleia, quando estava quase indefesso ante a saraivada de ataques prevista para longo adiante daquele momento. Precisava do foro privilegiado.

Agora, tudo se concretiza e retoma o projeto geopolítico “Espírito Santo em Ação”, desenhado pelo inescrupuloso Paulo Hartung. O Governador vai ver seus financiadores utilizando de dois pesos e duas medidas no caixa oficial e no caixa dois. Estão dispostos a deixar vergões nas costas de Casagrande. O troco. Para Ricardo Ferraço sua erradicação foi denominada por ele mesmo como “Abril Sangrento”, em 2010.

Sou profissional da imprensa, hoje, mas me preparando para consultoria política e para exercício do Direito. Não me envergonha em admitir, diante do quadro posto, em havendo múltiplas escolhas, que meu voto como cidadão seria para Eduardo Campos e para Renato Casagrande, correligionários. Esta leitura é de agora, porém a gente sempre precisa ver o comportamento holístico dos protagonistas para gerar a tal convicção irrevogável.

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