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José Roberto Padilha

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José Roberto Padilha, jornalista, cronista, escritor, técnico de futebol e ex-jogador de futebol profissional, com passagens pelo Fluminense, Flamengo e Santa Cruz de Recife.

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  20.abril.2021

Falta do que fazer, cerveja ao lado, tendo uma manhã de sábado toda a preencher, além do copo, basta eu, que joguei com os dois, passar por suas mesas para fomentarem a maior discussão: Quem jogou mais, Rivelino ou Zico?

Qualquer que seja a resposta, ela vai cometer uma injustiça com o que não foi escolhido. E ambos jogaram muita bola. Foram, e serão sempre, patrimônio do futebol brasileiro.

Foram diferentes, importantes, fundamentais no soerguimento do nosso futebol.

Um destro que batia faltas com sutileza, outro canhoto cuja patada atômica furava até a rede. Os gols que marcavam levavam suas equipes a alcançarem os mesmos três pontos.

Rivelino inventou o elástico. Conduzia a bola com o lado externo do pé, frente ao adversário, e quando encontrava a brecha a trazia de volta por entre suas pernas.

Zico inventou o GPS nos anos 70. A Nasa, o seu, apenas duas décadas depois. Quando pressentia que ia receber a bola, abria o mapa. O leque. O endereço. Quando ela chegava, seu satélite lhe dizia qual seria a melhor jogada. No mínimo tinha três opções.

A todos nós, bons jogadores, foi concedido apenas bluetooth, rádio AM, FM, no painel. Recebíamos a bola e, aí sim, saíamos perguntando pelos gramados : A quem entregamos essa bola?

Rivelino abriu o mercado para o nosso futebol nos Emirados Árabes. Zico o fez no Japão. Deram exemplos a todas as gerações, como Messi, focados na profissão e na família.

Jamais provocaram escândalos ou saíram dos trilhos, como Maradona, Ronaldinho Gaúcho, Neymar, Adriano. Ou andaram ao lado das tais más companhias.

Pepsi ou Coca? Nescau ou Ovomaltine? Loura ou Morena? Lula ou Bolsonaro? Tubos de conexão Tigre ou Amanco?

Aí, tudo bem, você pode escolher. Mas com essas duas feras aí, melhor colocar duas cadeiras ao lado do trono de sua majestade, o Rei Pelé, e nomeá-los, definitivamente, os verdadeiros príncipes do nosso futebol.

Desse jeito, não os comparando, mas os elevando, faremos justiça a duas genialidades que deixaram gols, jogadas e atitudes dignas de serem seguidas por todas as gerações de brasileiros.

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