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Pessoas abertas ao novo


Padre Ezequiel Pozzo

Padre Ezequiel Pozzo

Sacerdote do clero secular da Diocese de Caxias do Sul (RS), atuou na paróquia Santa Fé, em Caxias, e no Santuário Diocesano Nossa Senhora de Caravaggio, em Farroupilha. Desde 2014, reside no Seminário Nossa Senhora Aparecida, em Caxias.

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  26.março.2020

As pessoas de mente aberta evoluem sempre. Elas serão donas do amanhã, porque não se fecham em si mesmas e no seu mundo de experiências e verdades. O mundo e o conhecimento estão sempre em evolução. Nada está parado, tudo é movimento, construção, mudança. Como então, contentar-me somente com as minhas verdades, com o circuito restrito onde me movimento e vivo? Estar aberto a evolução e ao novo é perceber que cada dia traz uma nova vibração, cada sol tem seu encanto, cada lua não é uma repetição, mas suscita um novo sentimento. A mente e a percepção aberta me fazem contemplar a vida e a beleza de tudo o que se manifesta. A chuva é sempre nova, o vento não se repete, as arvores com suas folhas e frutos trazem sempre beleza diferente, os pássaros trazem seu canto e beleza. A vida se manifesta em tudo e tudo é movimento e sentimento quando queremos enxergar.

As pessoas abertas ao novo não colocam obstáculos em tudo. Preferem colocar lentes de aumento para perceberem melhor as coisas. Procuram ver o lado bom e positivo de tudo o que acontece. Não são queixosas com tudo e com todos e nem se colocam como donas da verdade. Essa percepção possibilita o processo evolutivo interior. Tem pessoas que se queixam que estão doentes e levam essa queixa durante toda a vida. Algumas dizem que sofrem de medo e levam consigo esse medo durante toda a vida. Essa situação é lamentável.

Pessoas parasitas não evoluem. Ficam sugando sempre o mesmo alimento e circulando nas mesmas ideias. Parecem tatu, nascem, vivem e morrem cavoucando. Pessoas abertas jamais dizem: sempre fui assim e vou morrer assim. São como casas com janelas abertas aonde circula o vento que areja o ambiente e traz um sentimento de leveza e pureza. A metáfora de uma casa sempre fechada ajuda a entender bem as pessoas que não se colocam no caminho de busca e evolução.

O pensamento humano é evolutivo, a inteligência humana busca o infinito. Estamos no impulso de busca do infinito e essa busca nos faz também alcançar a Deus. Até mesmo a compreensão de Deus, de Jesus, das religiões, está em permanente evolução. As pessoas abertas não têm medo do diálogo. Sabem dialogar com franqueza, sentar para conversar, aprender junto e com os outros. A mente aberta sabe que aprende com tudo. A experiências, os fracassos, as oportunidades, as pessoas e as realidades são sempre possibilidade de troca e evolução. Reflitamos sobre isso!

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