Folha do ES
Ter, 17 de Set
NOTA FISCAL SETEMBRO KENNEDY

.Home     Colunistas     Pedro Paulo Biccas

Fogo em Itapemirim, na Amazônia e também no cabaré!


Pedro Paulo Biccas

Pedro Paulo Biccas

Pedro Paulo Biccas Júnior é ativista político e jornalista

Ver todos os artigos

  23.agosto.2019

Não é só a política local de Sucupira que anda pegando fogo. O quengal de Dona Odete também verte em chamas nos últimos dias. Logo logo Merkel e Macron dirão que estes assuntos devem ser debatidos também com o G7.

A guerra de informações para manipulação de opinião pública não é privilégio das grandes temáticas em voga, como as queimadas na Amazônia. O enfoque descabido das reais proporções de um fato é uma prática old scholl repetida ainda que de modo subliminar e inconsciente por grupos políticos assanhados pelos espaços de poder.

Utilizam, para isso, tanto a Maju Coutinho na bancada do Jornal Nacional quanto um pintor de parede que decidiu virar blogueiro na terra natal, bem ao lado da Casa de Noca. A única diferença é o tamanho do tostão que banca o tráfego da informação.

Quando celebridades hollywoodianas protestam frases de impacto como “as queimadas na Amazônia são tão grandes que podem ser vistas do espaço”, o leitor, no primeiro impacto, pode supor que o presidente destas terras tupiniquins anda, dia e noite, com uma tocha acesa, incendiando os nove estados da Amazônia Legal.

Ora, atualmente, até mesmo a placa do seu carro pode ser vista do espaço. Percebe a desproporcionalidade intencional da colocação, para encurralar um governo contra a opinião pública? Além de desleal é covarde. Desrespeitoso com os menos instruídos, alvos dos disparos de informação.

Tanto as queimadas amazônicas quanto a disputa política de Itapemirim não são episódios recentes, entretanto o atual governo, federal e municipal, sim. Portanto, a repercussão baderneira sobre a menor faísca é colossal e dantesca.

Em maio deste ano, incêndios na floresta de Alberta, no Canadá tiveram proporções reais bem maiores que as atuais queimadas na Amazônia. Um fogo justifica o outro? Obviamente não. Porém a fumaça canadense percorreu 3600 km, atravessando fronteiras, para nublar o céu de diversas cidades norte-americanas e não se viu metade da repercussão mundial quanto agora, quando a fumaça amazonense viajou menos de 3mil km para escurecer ainda mais o céu da capital paulista.

Desde os idos de Joaquim Marcelino da Silva Lima, o barão de Itapemirim, não se via uma Câmara Municipal tão empedernida nas tentativas de desestabilizar a vida pública do município e desmantelar o atual governo. Ao longo dos últimos anos o município assistiu a prisão de uma prefeita, outro prefeito mais de cinco vezes afastado e secretários de governo estrelando da pior maneira possível no Fantástico, mas nem assim, nunca na história deste país-que ridículo-uma determinação tão voraz daquela colenda casa de leis em nome de uma suposta moralização provinciana.

Seja no embate entre Governo Federal e a repercussão das queimadas, nas picuinhas de Câmara Municipal e Prefeitura de Itapemirim ou ainda na disputa pelo vestido vermelho e o anel de brilhante no quengal de D. Odete as informações sempre serão apresentadas de maneira parcial, não existe, lamentavelmente, divulgação completamente isenta. Utopia acadêmica isso.

Portanto, a lição que fica é a credibilidade daqueles que contam a história. Se você ouvir somente a versão da chapeuzinho, o lobo será sempre mau. O advento da internet e a inclusão digital fez muitos arvorarem-se em formadores de opinião, sendo que isso sim é uma besteira tão enorme que pode ser vista do espaço. O ponto que conclui uma pauta é diferente do ponto que faz uma puta.

Comentários Facebook


Enquete


Qual destes aplicativos você mais usa diariamente?

  Votar   Ver resultado

Facebook


Newsletter


Inscreva-se no boletim informativo da Folha do ES para obter suas atualizações e novidades semanais diretamente em seu e-mail.

© 2019 Folha do ES. Todos os direitos reservados.