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Avanços e retrocessos


Tyago Hoffmann

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Tyago Hoffmann é Secretário de Governo do Estado do Espírito Santo

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  16.outubro.2019

Dizem que a verdade é uma senhora teimosa, que nunca desiste de aparecer. Esta frase me veio à mente ao ler o artigo assinado pela economista Ana Carla Abrão e publicado pelo jornal “Estadão” do dia 08 de outubro. Sem apuração, sem base em fatos e sem sequer tentar ouvir as partes envolvidas, a autora desfila uma série de distorções e claras inverdades a respeito da administração estadual do Espírito Santo. Já no início do artigo, ela afirma que o estado tornou-se exemplo de equilíbrio fiscal “sob a gestão de Paulo Hartung”. Ignora, solenemente, o fato de que Hartung governou entre 2015 e 2018 e, desde 2012, durante o primeiro mandato do governador Casagrande, nosso estado vem merecendo nota “A” da Secretaria do Tesouro Nacional, a mais alta classificação em gestão fiscal concedida aos estados brasileiros. Também diz que o ex-governador “eliminou a dicotomia entre gestão fiscal responsável e conquistas sociais”, fundamentando essa avaliação descolada da realidade nos resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Atribui esses resultados à chamada Escola Viva, um programa firmemente alicerçado no marketing, que gerou, em quatro anos, apenas 36 escolas de tempo integral, no universo de 450 escolas que integram a rede estadual.

Mas a economista não se limitou ao ensino médio, para atacar a atual administração. Ela critica a nossa decisão de criar uma Universidade Estadual, afirmando que tais instituições “se prestam mais à politicagem do que à educação”. Assim, não apenas atinge os responsáveis por todas as unidades implantadas no país, como deixa clara sua visão mercantilista, ao defender como alternativa a compra de bolsas em instituições privadas como único caminho. Não quis tomar conhecimento de que tipo de Instituição estamos debatendo e que já temos um bom programa de parceria com as instituições privadas. Da mesma forma, ataca nossa decisão de criar uma fundação pública de direito privado para administrar os hospitais estaduais, alegando de forma absolutamente leviana que essa alternativa é “foco sabido de corrupção e ineficiência”.

Por fim, nos acusa de retrocesso pela decisão que tomamos de propor à Assembleia Legislativa uma anistia administrativa aos 2.622 policiais militares ameaçados de retaliação, devido à paralisação realizada em 2017. Só não disse que o movimento foi motivado pela total ausência de diálogo por parte do governo, que manteve postura autoritária e intransigente mesmo diante dos gravíssimos problemas causados a toda a sociedade capixaba.

Se a economista se dispusesse a conhecer o estado com isenção, veria que está em curso no Espírito Santo uma verdadeira revolução. Ao assumirmos o governo, no início deste ano, encontramos a rede estadual de saúde totalmente sucateada por falta de investimentos, com uma gestão inoperante e ineficiente. Ao invés de encomendar artigos para atacar os responsáveis, estamos enfrentando o problema em todas as frentes, da atenção básica à média e alta complexidades, com ferramentas tecnológicas e princípios de gestão pública modernos.

Nossas escolas passaram os últimos quatro anos sem investimento ou manutenção e dezenas foram fechadas, penalizando principalmente os distritos. A exceção, é claro, foram as 36 unidades que serviram de vitrine para o marketing governamental. Ao contrário do que afirma a economista – mais uma vez de forma leviana -, não fechamos nenhuma dessas unidades. Na verdade, estamos investindo na ampliação do ensino em tempo integral para garantir que todos os 78 municípios capixabas possam contar com essa alternativa. Já na segurança pública, entregue à própria sorte no governo passado, retomamos o programa Estado Presente, que une proteção policial à proteção social, foi reconhecido como um dos mais exitosos modelos de combate à criminalidade do país e é responsável por consistente e continuada redução dos índices de homicídios.

São apenas algumas das muitas políticas, ações e investimentos que desenvolvemos de maneira inovadora, sustentável e democrática, sem descuidar em momento algum do equilíbrio das contas públicas. Conversando com qualquer capixaba que não esteja incluído entre os áulicos do ex-governador, ela certamente verá realidade bem diferente da versão que lhe foi apresentada. E certamente terá a dignidade de reconhecer a injustiça das críticas que proferiu. Afinal, como disse no início, a verdade é uma senhora teimosa, que resiste com galhardia às farsas compartilhadas e sempre aparece quando é requisitada.

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