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A comunidade cristã


Usiel Carneiro de Souza

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Usiel Carneiro de Souza Teólogo e Administrador de Empresas

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  20.abril.2021

“Porque Cristo é nossa paz. Ele uniu judeus e gentios em um só povo ao derrubar o muro de inimizade que nos separava.” (Efésios 2.14)

A comunhão é nossa vocação. Nossa missão envolve a denúncia do mal, o esforço pelo bem, a proclamação da graça de Jesus e a sinalização, o mais claro possível, do Reino de Deus. Mas não podemos realizar bem nenhuma dessas coisas, sem estamos comprometidos com a vocação que temos de viver em comunhão. A falta de comunhão entre nós, cristãos, enfraquece o nosso testemunho. Pois Jesus disse que seriamos reconhecidos como seus seguidores, se nos amássemos uns aos outros (Jo 13.35). Não se pode falar em amor, sem comunhão.

A base da comunhão que devemos ter uns com os outros é tão sólida e robusta, que as diferenças entre nós não servem como justificativa para não participarmos dela. A base de nossa comunhão uns com os outros é a comunhão que cada um de nós tem com Deus. Jesus tornou possível nossa comunhão com Deus apesar de sermos pecadores e Ele, um Deus Santo. Ele nos amou. Em seu amor Ele nos perdoa e concede graça, e assim podemos viver em comunhão com Deus. E como pessoas reconciliadas com Deus, somos orientados a viver em comunhão, uns com os outros. Mesmo porque, o amor devido a Deus é também devido ao nosso irmão.

A comunhão que devemos nutrir e nos esforçar para desenvolver uns com os outros, tem na comunhão com Deus uma motivação que deve nos tirar do comodismo. O comodismo de exigir que as coisas estejam em conformidade com as nossas preferências. A vida em comunidade exige flexibilidade. Exige a disposição de caminharmos juntos e isso, algumas vezes, significará não caminhar no nosso ritmo. Exige que valorizemos também as necessidades do outro e não apenas a nossa. Exige a disposição de estar presente para o bem do outro e não apenas para a satisfação de nossas vontades. Afinal, para que pudéssemos ter comunhão com Deus, Jesus não fez a sua própria vontade. Ele cedeu. Foi dizendo “não seja como eu quero, mas como tu queres ó Pai”, que Ele tornou-se a nossa paz.

A comunhão que devemos nutrir uns com os outros, para que seja cristã, precisa incluir a atitude de nos colocarmos no lugar do nosso irmão. Não podemos pretender uma comunhão com a fragilidade de nos mantermos apegados somente ao nosso próprio mundo e necessidades. Uma comunhão que valorize apenas nossas próprias dores e desafios! Precisamos dar um passo atrás em favor do outro. Jesus tornou-se um de nós para que pudéssemos ter comunhão com Deus. Ele deu um grande passo atrás. Não somos capazes de entender a grandeza de sua entrega. Ele tomou a nossa cruz, sofreu o nosso castigo. Não podemos pretender uma comunhão que acaba, quando se faz necessário calçar os sapatos do outro. Fazer isso, não poder ser algo assim, grande demais, tão grande que não disponhamos a fazer.

Qual tem sido o seu papel e participação na comunhão cristã. As pessoas tem podido contar com você. Quais tem sido os seus limites? Quando nos negamos a ser parte, a estarmos juntos, a nos doar, perdemos. Todos perdem! Nenhum de nós é dispensável e sem importância. Seja um elo da comunhão, um elo forte, para que a sua comunidade de fé, seus irmãos, sejam abençoados. Em lugar de afastar-se, doe-se. Atraia outros para estar com todos. Ainda haverá espaço em sua vida para sua individualidade, para seu grupo restrito de amigos. Mas se faltar espaço para todos, para que você desapareça em meio a muitos, ofertando sua atenção e cuidado a outros, então você ainda não entendeu completamente o sentido e o valor da comunhão na fé cristã.

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