Comprometido com o jornalismo investigativo, análitico e opinativo, o Portal de Notícias FOLHA DO ES passou a questionar no meio jurídico o que levou o magistrado mais antigo, Maurício Camatta, a abrir mão recente da vaga de desembargador pelo critério de antiguidade. Desde o início do ano, o juiz já deveria estar exercendo suas funções no Tribunal de Justiçla do Espírito Santo (TJES)

Através de fontes do próprio TJES e advogados colaboradores, foi descortinado um verdadeiro teatro de horrores misturado com a Divina Comédia e o próprio Inferno de Dante, protoganizado pelo alto escalão do judiciário capixaba, que levou o magistrado mais antigo a abrir mão da vaga em favor do irmão do decano da Corte, Marcos Feu Rosa. Foi chantageado a isso pelo corregedor William Silva porque o juiz saneou processo que envolvia um familiar do desembargador.

DOS FATOS

A FOLHA vai dividir em três atos essa trajédia anunciada desse Coliseu e máquina de moer juízes sob pretexto criminosos. Trata-se de uma trama atentatória à moralidade Pública, cujo escopo é destruir a reputação de uma magistrado no final de carreia, com 34 anos de atual na magistratura capixaba.

1ª Parte: “O ovo da Serpente”

A origem de todo o calvário do juiz inicia quando ele profere decisão saneadora no processo em curso na Segunda Vara Cívil da Capital, quando atuava em substituição à juíza titular, por designação da Presidência do TJES.

Pelo que se depreende do processo, que tramita em segredo de Justiça, trata-se de uma decisão em processo de execução, envolvendo a família Ronceti, no polo passivo da execução, em que o credor pretende provar suposta fraude pelos devedores em razão da alienação fraudulenta de imóveis, que garantiram a satisfação do crédito em discusão.

Tudo não passaria de uma decisão banal, como tantas outras proferidas, não fosse um pequeno detalhe: uma das partes, Maria Grigio, é irmã da esposa do CorregedorGeral da Justiça, desembargador William Silva. Embora o mesmo tem afirmado não ter nada a ver com o assunto, o processo estava inerte pela juíza titular há mais de 33 meses. Ela só tinha que analisar o pedido de produção de prova da suposta fraude.

Corre nos bastidores, à boca míúda, que o corregedor estava monitorando quaquer movimentação que fosse prejudicial aos interesses da sua família. Quando o magistrado vitimado por esse espiral de malignidade prolata a decisão, não sabia que está cavando sua sepultura pelo sentimento faccioso do corregedor.

Atualmente, o caso está sob a jurisdição do Desembargador Dair Bregunce, tendo o advogado da família Ronceti, Júnior Fioroti, sem qualquer pudor, transcrito no boje do recurso uma representação disciplinar contra o magistrado, mesmo ciente que o expediente tramita em segredo de Justiça.

Vergonhosamente,  a representação disciplinar contra o magistrado que cumpriu seus dever de não prevaricar e sanear o feito, encontra-se sob a jurisdição da vice-corregedora, desembargadora Eliana Munoz, em razão da suspeição declarada pelo corregedor William Santos após cumprir a missão de vingança em prol da sua relação de parentensco de sua esposa com uma das partes do processo.

Na próxima matéria desse escândalos, o jornal edita a 2ª parte, o calvário de um magistrado dentro de um serpentário. Vai ao ar a qualquer momento. A FOLHA prima pelo anonimato das fontes. Procurado, o juiz citado não quis se manifestar.