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Negra Li revela que faz tratamento com pompoarismo e uso de cânabis

Negra Li revela que faz tratamento com pompoarismo e uso de cânabis

Negra Li fala de tratamento com cânabis e pompoarismo

  Por Kimberlly Soares

  14.junho.2021 às 09:02

A cantora Negra Li contou que faz um tratamento com óleo de canábis para controlar a ansiedade, hiperatividade e déficit de atenção. Em entrevista à Folha de S. Paulo, a artista contou que já tentou outras formas de tratamento para os distúrbios, mas foi só com o produto derivado da maconha que ela conseguiu controlar esses problemas de saúde.

“Tenho insônia, sou ansiosa, tenho TDAH (transtorno do déficit de atenção com hiperatividade). Passei no psiquiatra. Não deu certo tomar remédio para dormir. O que funcionou foi óleo de canábis com THC. Mudou a minha vida. Sou bem mais tranquila”, diz.

Negra Li também falou sobre as mudanças que passou ao envelhecer e diz que tem muito mais autoconhecimento e maturidade depois dos 40 anos. Ela conta que uma das novidades que o amadurecimento lhe trouxe foi quebrar os tabus com o corpo e com a sexualidade. Após isso, ela até começou a praticar pompoarismo, exercícios de contratação dos músculos do períneo e da vagina.

A artista de Brasilândia aprendeu o pompoarismo com um curso da cantora Kelly Key e diz que a prática pode trazer diversos benefícios, como o fim da TPM. “Foi um jeito de me autoconhecer, saber a hora que vou gozar, conseguir controlar. Agora eu não largo mais. Acho que todas as mulheres deveriam conhecer e se beneficiar disso”, conta.

Além disso, a cantora também fala que fica incomodada por sempre ser chamada para comentar temas relacionados ao racismo e não ser lembrada para falar de outros assuntos.

“É muito sobrecarregado. Às vezes eu queria, sim, ser só uma artista. Tem vidas de artistas e mulheres que falo: ‘Nossa, que cor de rosa. Ela é convidada para falar sobre perfume, feminilidade, moda, cabelo, unha. E eu? Sobre George Floyd, sobre racismo, sofrimento. Sempre me lembrando daquilo que já sei e vivo. Sou resistência desde que nasci, não tenho para onde fugir. Sou uma mulher preta dentro de uma sociedade racista”, diz. “Fico cansada de me chamarem para querer lacrar em cima”, completa Negra Li.


Fonte: Hoje ES

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