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Morte da cantora Goo Hara mostra o lado sombrio do K-pop

Morte da cantora Goo Hara mostra o lado sombrio do K-pop

As mulheres sofrem com pressões neste gênero musical, principalmente numa sociedade extremamente conservadora como a sul-coreana

  Por Redação

  27.novembro.2019 às 18:38

A morte da cantora sul-coreana Goo Hara deixou claras as pressões que estrelas, especialmente mulheres, enfrentam no cruel setor do K-pop e numa sociedade sul-coreana extremamente conservadora.

Sua morte, aos 28 anos de idade, ocorreu menos de dois meses depois do desaparecimento de Choi Jin-ri, ou Sulli, outra estrela do K-pop e grande amiga de Goo.

Especialistas afirmam que Sulli e Choi enfrentaram bullying e assédio sexual do público e da mídia em toda a carreira, o que teve um impacto negativo sobre sua saúde mental. A polícia ainda investiga a morte de Goo e encontrou um “bilhete pessimista” na casa dela.

Antes muito popular em grande parte da Ásia, o K-pop se propagou para além da Coreia do Sul graças a grupos bastante populares como BTS e Blackpink.

Goo iniciou sua carreira em 2008, participando do grupo de cinco garotas chamado Kara, que ficou famoso e contribuiu para deslanchar o fenômeno global do K-pop.

Posteriormente ela começou uma carreira solo bem-sucedida na Coreia do Sul e no Japão.

Sulli iniciou sua carreia na mesma época que Goo, participando da banda f(x), em 2009. E se tornou uma estrela de cinema depois que deixou o grupo.

Goo ocupou as primeiras páginas dos jornais quando levou seu ex-namorado, Choi Jong-bum aos tribunais, no ano passado.

Choi disse ter sido assediado por ela, ao passo que Goo o acusou de ter ameaçado divulgar um vídeo de sexo com ela.

Durante essa disputa, a agência coreana de Goo não renovou seu contrato. Choi foi condenado a um ano de prisão por coerção, assédio e chantagem.

O mandado de prisão foi suspenso e ele ficou em liberdade. Choi recorreu da sentença e o julgamento ainda está em curso.

Competição

O K-pop é extremamente competitivo, com dezenas de grupos sendo lançados a cada ano.

Especialistas do setor há muito tempo vêm alertando para esse lado sombrio de uma indústria dominada por escândalos. Artistas aspirantes a uma carreira, também adolescentes, se aprimoram durante anos.

Somente alguns se lançam e muito poucos alcançam o sucesso comercial. A probabilidade de serem bem-sucedidos aumenta se firmarem um contrato com agentes conhecidos do setor de entretenimento.

Trata-se ainda de um setor com rigorosas para suas estrelas – incluindo a proibição de namoro, um treinamento espartano e dietas, às vezes impondo contratos injustos e equivalentes a trabalho escravo. E estabelece requisitos adicionais no caso das mulheres, regras não escritas que refletem a sociedade patriarcal da Coreia do Sul.


Fonte: MSN

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