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Como manter a vida sexual com as crianças em casa?

Como manter a vida sexual com as crianças em casa?

Especialista dá dicas de como manter a intimidade do casal mesmo em um momento em que os filhos estão sempre presentes

  Por João Machado

  12.maio.2020 às 18:44

O isolamento social consequente da pandemia do coronavírus tem interferido em vários aspectos da vida das pessoas. Principalmente das que têm filhos, já que as escolas estão fechadas desde o mês de março.

Por conta disso, uma grande dificuldade que os pais têm tido durante a quarentena é manter a vida sexual ativa. Afinal, com os filhos em casa 24 horas por dia, transar pode ser uma missão quase impossível. De acordo com a psicóloga e especialista em sexualidade da plataforma Sexo Sem Dúvida, Carolina Freitas, o momento atual é um desafio para qualquer libido.

“O importante é preservar a identidade e a privacidade de cada um(a) e do casal, além de respeitar a individualidade e também os medos que fazem parte deste momento”, explica.

Sexualidade acesa

Mesmo que pareça impossível, não é. A especialista diz que, mesmo que a frequência das transas diminua, é importante manter a intimidade e alimentar a sexualidade do casal.

Isso pode ser feito de várias formas, como ler um conto erótico em casal, assistir um filme com cenas instigantes e ouvir podcasts sobre sexualidade juntos. “A casa pode ser toda explorada enquanto as crianças estiverem dormindo ou brincando concentradas em outro ambiente”, indica.

Porta trancada

Carolina explica que, desde o primeiro momento em que o casal tem um filho, é necessário delimitar espaços e momentos a sós. Não só para o ato sexual em si, mas para conversarem, se curtirem sem as crianças.

“É importante que isso seja passado para as crianças, porque elas também precisam de tempo sozinhas e do espaço delas para se desenvolverem e terem autonomia. Os casais que ainda não têm esse espaço delimitado devem criar”, garante.

Nos casos em que vai haver relação sexual, a psicóloga indica sempre trancar a porta. “Esta é a forma de respeitar as crianças e a própria individualidade do casal”, finaliza.


Fonte: Metrópoles - Thamara Oliveira

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