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Hospital Evangélico promove Live sobre doação de órgãos

Hospital Evangélico promove Live sobre doação de órgãos

No ES, 1.353 pessoas esperam um órgão; A ação faz parte do Setembro Verde que busca conscientizar para importância de se tornar doador

  Por João Machado

  23.setembro.2020 às 08:25

Nesta quarta-feira (23) o Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (23) promove a Live "Setembro Verde: mês de incentivo à doação de órgãos". A assessora de comunicação da instituição Denise Vieira conversa com o enfermeiro coordenador da Comissão Intra Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT), Gustavo Calegário sobre a importância de expressar os desejos ainda em vida para seus familiares, pois serão eles que tomarão esta importante decisão de fazer a vida de outra pessoa seguir após a sua terminar. "Hoje não deixamos escrito no documento que somos doadores de órgãos. Se queremos doar, temos que avisar a família", afirma o enfermeiro.

Atualmente, no Espírito Santo, existe uma fila de 1353 pessoas à espera por novo órgão. Destas, quatro aguardam o coração, 23 por fígado, 327 córneas e 999 aguardam o transplante de um rim. Por ser um assunto tão importante devido à escassez de doadores e a grande fila de espera, criou-se o Setembro Verde, que é uma campanha alusiva ao Dia Nacional da Doação de Órgãos, celebrado em 27 de setembro e que incentiva o debate sobre a doação e o transplante de órgãos. No Brasil, cerca de 46 mil pessoas estão na fila de espera, sendo a maior parte à espera de rim.

Desafio

O HECI, assim como todas as CIHDOTTs, tem o grande desafio de encontrar doadores, uma vez que a negativa das famílias ainda é um obstáculo para a doação. "Ainda há muitos preconceitos sobre a doação de órgãos, principalmente relacionados a crenças e padrões culturais da população. Infelizmente, a recusa das famílias de indivíduos que acabaram de falecer ainda é a maior causa das não doações de órgãos", comenta o enfermeiro.

Captação

O Hospital Evangélico realiza a captação de múltiplos órgãos em doador falecido por Morte Encefálica. Também faz captação de córneas em doador falecido por Morte Encefálica (ME) e por Parada Cardiorrespiratória (PCR).

Em 2020, de janeiro até julho, foram cinco captações efetivadas no HECI, sendo: Janeiro (01), fevereiro (01), março (03), abril (00), maio (00), julho (00) e julho (00). No mês de agosto (00). Em relação a 2019, no mesmo período, o número de captações no HECI diminuiu consideravelmente em função da Pandemia da COVID-19. No primeiro semestre de 2019, o HECI efetivou nove captações de córneas e nenhuma doação de múltiplos órgãos.

"A doação de órgãos é um ato nobre que pode salvar vidas. Muitas vezes, o transplante de órgãos pode ser única esperança de vida ou a oportunidade de um recomeço para pessoas que precisam de doação. Converse com sua família sobre o seu desejo de ser doador e deixe claro que eles, seus familiares, devem autorizar a doação de órgãos. Doar órgãos é doar vida, é um ato de amor e solidariedade", argumenta.


Fonte: Imprensa HECI

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