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Como o filme “Contágio” previu o horror de uma epidemia global

Como o filme “Contágio” previu o horror de uma epidemia global

FILME DE 2011. O vírus desconhecido começa a ganhar o mundo e, rapidamente, se transforma em uma pandemia, uma espécie de "Peste Negra 2.0".

  Por Redação

  21.março.2020 às 09:29Atualizado em 21.março.2020 às 09:54

O novo coronavírus se espalhou por todo o mundo e já é classificado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como uma pandemia. Com a recomendação das autoridades para as pessoas permanecerem em casa e evitarem qualquer aglomeração, Contágio escalou na lista de filmes mais buscados no Google, nos serviços de streaming e de trackers torrent. Isso porque, como o próprio nome diz, o longa retrata como um vírus misterioso contamina uma cidadã norte-americana na China e, logo depois, passa a infectar não apenas os cidadãos chineses, mas também milhões de pessoas mundo afora, matando-as em 24 horas e transformando-se em uma epidemia global.

Contágio é um filme de terror de primeira linha porque mostra que o pior horror não são monstros, acontecimentos sobrenaturais, demônios ou serial killers que nunca morrem. Na verdade, nosso pior pesadelo é a própria humanidade. No caos em que o mundo se transforma, casas, mercados, farmácias e hospitais são saqueados, roubos e assassinatos ganham escala assustadora, sequestros viram rotina e as ruas se transformam em uma espécie de Mad Max contemporâneo.

E o ponto alto do filme é mostrar que o terror está nos detalhes: nas ruas, lojas e aeroportos das grandes metrópoles vazias ou cheias de lixos e cadáveres, vítimas do vírus. No close fechado em maçanetas, copos, suportes de ônibus e tosses que podem trazer a doença... ou não. Nos atos violentos de pessoas desesperadas em manterem-se vivas.

Enfim, o medo maior está naquilo que presenciamos diariamente e que pode se multiplicar por mil quando milhões de pessoas resolvem entrar em pânico ao mesmo tempo.

O filme começa com Beth Emhoff (Gwyneth Paltrow) em uma viagem de negócios em Hong Kong. Já no aeroporto, preparando-se para voltar a Mineápolis, ela conversa com o amante por telefone, já apresentando alguns sintomas estranhos. Ao chegar nos EUA, ela encontra o marido Mitch (Matt Damon) e o filho Clark (Griffin Kane). Seu estado de saúde piora e, horas depois, ela e o filho estão mortos. Ao mesmo tempo, diversos cidadãos chineses e japoneses que tiveram contato (ou não) com Beth também morrem em poucas horas. Em território norte-americano, a mesma coisa acontece. O vírus desconhecido começa a ganhar o mundo e, rapidamente, se transforma em uma pandemia, uma espécie de "Peste Negra 2.0".


Fonte: folhadoes.com

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