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Novas fábricas e investimentos geram empregos e crescimento econômico no Sul do ES

Novas fábricas e investimentos geram empregos e crescimento econômico no Sul do ES

Entre eles está uma nova unidade da Suzano em Cachoeiro de Itapemirim, que promete inserir o ES na produção de bens de consumo da empresa

  Por Leandro Bettecher

  25.janeiro.2021 às 09:08Atualizado em 25.janeiro.2021 às 10:17

A região Sul do Espírito Santo promete ganhar um novo fôlego econômico em 2021 após um período de poucos investimentos. Grandes empresas e investidores, muito em razão da forte retração econômica que atinge o país nos últimos anos, ou de incentivos fiscais de outras regiões do Estado, como a da área de abrangência da Sudene (Superintendência para Desenvolvimento do Nordeste), que inclui 28 municípios do Norte capixaba, deixaram de procurar a região para implantação de projetos ou revitalização de empresas.

A primeira boa notícia para a região veio do retorno das atividades da Samarco, no Complexo de Ubu, em Anchieta, ainda no mês de dezembro. O reinício das operações aconteceu cinco anos após a Tragédia de Mariana. Segundo a empresa, espera-se que a capacidade de produção inicial seja de cerca de 7-8 milhões de toneladas de minério de ferro por ano (Mtpa), o que representa cerca de 26% de sua capacidade produtiva total. NOVA FÁBRICA EM CACHOEIRO

Um grande investimento na região Sul é da Suzano, líder mundial na produção de celulose de eucalipto e uma das maiores fabricantes de papéis da América Latina. A empresa, que conta com mais de 35 mil colaboradores diretos e indiretos, pretende aplicar no Espírito Santo, a partir de um pacote de investimentos, cerca de R$ 782 milhões.

Nesse valor está incluído uma unidade da Suzano em Cachoeiro de Itapemirim (cerca de R$130 milhões), que está em construção, com previsão de inauguração no primeiro semestre de 2021. A nova fábrica terá capacidade de produzir 30 mil toneladas anuais, ou cerca de um milhão de rolos de papéis higiênicos de alta qualidade por dia. A unidade da Suzano em Cachoeiro de Itapemirim também marca o ingresso do ES na produção de bens de consumo da empresa, agregando valor à celulose. Até então, pela empresa, apenas a celulose era produzida no Estado. Mas afinal, você sabe o que são bens de consumo?

As indústrias de bens de consumo apresentam atividades relacionadas aos produtos direcionados para indivíduos e famílias, ou seja, os consumidores finais e os shoppers, que adquirem um produto para terceiros, como por exemplo uma mãe que compra papinha para o bebê. GRANDES INVESTIMENTOS NA REGIÃO

Foto: Divulgação/Governo do ES

Ao analisar o "boom" na região Sul do Estado, o secretário de Estado de Desenvolvimento, Marcos Kneip Navarro, destaca os grandes investimentos previstos para este ano.

"Além do retorno das atividades da Samarco, uma importante geradora de empregos, renda e tributos na região de Anchieta, temos a chegada da nova fábrica da Suzano, que promete uma grande geração de empregos na região de Cachoeiro e municípios vizinhos. Também temos a nova a fábrica da empresa mineira de laticínios Porto Alegre no município de Rio Novo do Sul, que deve gerar centenas de empregos diretos e indiretos, além de beneficiar mais de 800 produtores de leite", destaca Marcos Kneip.

O secretário também ressalta o fortalecimento da economia capixaba a partir de obras de infraestrutura, como o terminal portuário de Porto Central, a ser implantado em Presidente Kennedy. Em sua primeira fase de obras, a construção deve gerar mais de 3 mil empregos, entre diretos e indiretos, além de cerca de 4 mil oportunidades de trabalho durante o funcionamento.

GERAÇÃO DE EMPREGOS

"São muitos os investimentos que vão sair do papel ou serem implantados em 2021. Além de gerar riqueza para os municípios e Estado, vão ser grandes geradores de emprego. Também vale citar as obras do primeiro trecho da Estrada de Ferro Vitória-Rio, que promete ligar, inicialmente Cariacica e Anchieta. Não tenho dúvidas que essas obras e investimentos podem mudar a configuração industrial e de bens de consumo do nosso Estado. São grandes obras que vão depender, ou auxiliar, em uma mudança logística. Dessa forma, a interligação dos projetos, tanto estruturais quanto de produção, acabam se relacionando e criando um novo desenho econômico", garante o secretário.

Marcos Kneip ainda destaca que os municípios da região, como Anchieta, Piúma, Cachoeiro, Guarapari, Iconha, Itapemirim, Marataízes, Mimoso do Sul e Presidente Kennedy vão ser grandes fornecedores de mão de obra e também vão se beneficiar, em pouco tempo, da produção e desenvolvimento dos projetos.

EMPREGOS NO ES

De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), o Espírito Santo teve saldo negativo de mais de 3.800 vagas em dezembro de 2020. Apesar do déficit, foi o menor percentual desde 2007, quanto o ES teve o saldo negativo, isto é, entre contratações e demissões, de 2.681.

Foto: Caged/Divulgação

Somente em 2020, o setor industrial contratou mais de 59 mil pessoas no Estado. E entre admissões e desligamentos, o saldo foi positivo foi de aproximadamente 10%. Com os novos investimentos na região Sul, a expectativa é de que esse número cresça ainda mais em 2021, principalmente a partir do meio do ano, quando as empresas já vão estar em "pleno vapor" e obras em desenvolvimento.

Na unidade da Suzano em Cachoeiro de Itapemirim, um grupo de profissionais selecionados realizou uma série de capacitações a partir de uma parceria com o Serviço Nacional da Indústria (Senai) do município.

Segundo o gerente industrial da Suzano em Cachoeiro de Itapemirim, Vander Henrique, a responsabilidade da empresa é grande diante de um mercado tão competitivo. "Estamos construindo um time forte e gentil, sempre valorizando a mão de obra local, e temos a certeza de que com muita segurança, disciplina e engajamento entregaremos um produto inovador ao mercado”, relata.

O gerente industrial ainda reforçou a importância dos investimentos da empresa no desenvolvimento profissional e qualificação dos contratados para a nova unidade. De acordo com a coordenadora pedagógica do Senai, Tânia Mara de Oliveira Barros, o que normalmente se vê no mercado é a procura por profissionais já prontos, muitas vezes qualificados a partir de cursos da instituição. "Nesse caso, a empresa veio com a ideia de preparar o funcionário para a sua real necessidade. Pensou, desde o inicio, no desenvolvimento profissional dessas pessoas. Buscou mão de obra na região, como as qualificar e deu um novo sentido profissional para eles".

Como por trás do projeto há investimentos robustos para a aquisição de equipamentos com alta performance e tecnologia, a capacitação foi um caminho essencial. Mas ao invés de buscar mão de obra em outras regiões do país, ou mesmo do Espírito Santo, a empresa apostou em mão de obra local. A expectativa da Suzano e de que a unidade conte com mais de 200 colaboradores após o início das operações.


Fonte: Kennedy em Dia

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