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A (dramática) situação dos leitos para covid-19 no estado

A (dramática) situação dos leitos para covid-19 no estado

Em Síntese

  Por ANTONIO CARLOS LEITE

  15.junho.2020 às 10:53

Os números são da manhã e tarde deste domingo e vão sendo atualizados ao longo do dia. Mas a “fotografia” tirada a partir do painel da Secretaria da Saúde dá uma noção clara da situação complicada nos hospitais do estado. Principalmente na Grande Vitória e nas cidades da região Sul.

Hospitais sem vagas em Vila Velha e São Mateus

Todas as 40 vagas do hospital Vila Velha estão ocupadas. Isso também acontece no Hospital Evangélico (19 leitos). Em São Mateus, os 20 leitos do Hospital Meridional também estão ocupados.

Quadro grave no Sul

A direção da Santa Casa de Cachoeiro de Itapemirim apontou no domingo, às 10h30, a ocupação de 23 dos 27 leitos disponíveis. O Hospital Evangélico de Itapemirim tem todos seus 20 leitos tomados. E também as 10 vagas da Santa Casa de Guaçuí estão ocupadas.

Situação menos grave no Norte

O quadro não é totalmente confortável no Norte do estado. Mas São Mateus e Colatina têm um índice de ocupação menor. Por exemplo: o Hospital Roberto Arnizaut Silvares, em São Mateus, tem 23 de suas 30 vagas para covid-19 ocupadas.

Hospitais infantis continuam equilibrando a conta

Tanto no interior do estado quanto na Grande Vitória, os dados dos hospitais infantis apontam para uma ocupação bem menor de leitos. Como já foi dito, esses dados ajudam a manter o índice geral de vagas abaixo dos 90%, número apontado pelo governo como limite para decretação do lockdown no estado.

Os infectados no estado

O número saiu no sábado e pode ter passado despercebido. A terceira etapa do Inquérito Sorológico concluiu: 295.773 capixabas já entraram em contato com o novo coronavírus. Foram 6.349 testes em 19 municípios. Segundo a pesquisa, 7,36% da população já foi infectada.

Fiscalização ou invasão?

O governo do estado definiu como invasão a ida de seis deputados estaduais ao Hospital Dório Silva, na Serra. Os parlamentares falam em fiscalização. Mas como ela ocorreu um dia depois de o presidente Bolsonaro estimular a invasão de hospitais, a ligação entre um fato e outro foi inevitável.

Espanto diante do óbvio

De qualquer forma, falta os deputados exibirem o resultado efetivo da ida ao Dório Silva. Vandinho Leite (PSDB), por exemplo saiu de lá espantado com o fato de o hospital estar quase totalmente tomado por pacientes com covid-19. Convenhamos, não é preciso entrar no hospital para saber disso… Só se o deputado estivesse desconfiando de números falsos. Se for isso, não se deu nada bem.

Reunião no Palácio Anchieta

Para rebater as críticas, os deputados ganharam um argumento dado pelo governo: a reunião ocorrida na semana passada no Palácio Anchieta, com participação da Camerata do Sesi e um grupo de pessoas. Segundo o governo, tratou-se de uma live solidária. Mas em tempos de pandemia e de isolamento social, a reunião de várias pessoas e no palácio pegou mal. Muito mal…

Queda de casos

Médicos do Rio e de São Paulo garantem: está havendo queda no número de atendimento nos hospitais. Ainda não define um novo movimento da curva de casos. Mas é uma tendência, segundo eles.

Aumento de casos?

O problema, segundo esses médicos, é a flexibilização do isolamento adotada nos dois estados. Eles temem uma segunda onda da doença. A resposta a esse temor nós só teremos daqui a duas ou três semanas.

Omissão da PM preocupa

O ato de protesto promovido por um grupelho contra o Supremo Tribunal Federal é grave, mas ainda mais sintomática foi a omissão da PM do Distrito Federal. Acendeu um alerta nos meios políticos sobre a possibilidade de haver um conluio entre policiais militares e setores do governo federal.

Apoio a Bolsonaro

Como se sabe, Bolsonaro tem grande apoio entre os policiais militares. O temor surge a partir de um possível posicionamento das PMs, nos estados, em favor de um movimento mais forte por parte do presidente.

Dá para cortar o ar

Notas do presidente com ameaças veladas, generais mandado recado para a oposição, policiais sob suspeita de apoio a uma eventual movimentação militar do presidente… Tensão é pouco para definir o clima hoje em Brasília.

A afirmação

“O art 142 da Constituição é de redação minha e do sen. Richa. Qualquer dos 3 poderes pode requerer as FFAA na defesa da Constituição e da ordem. Nada a ver com tutela, moderação ou intervenção militar. Os 3 poderes são independentes e harmônicos, regulados pela Constituição. E só”.

(Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente da República, em uma rede social. Como parlamentar constituinte, ele foi o responsável pela redação do artigo 142 da Constituição, usada hoje pelo governo e seus aliados como justificativa legal para uma eventual intervenção militar)


Fonte: ES 360

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