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COB defende adiamento das Olimpíadas de Tóquio para 2021

COB defende adiamento das Olimpíadas de Tóquio para 2021

Em comunicado, entidade cita dificuldade para atletas manterem seu melhor nível

  Por Redação

  21.março.2020 às 10:32

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) informou, por meio de um comunicado publicado em seu site, que defende o adiamento por um ano dos Jogos Olímpicos de Tóquio por causa da pandemia do coronavírus. O evento está marcado para começar em 24 de julho e terminar em 9 de agosto de 2020. O COB sugere que as Olimpíadas sejam realizadas no mesmo período de 2021.

A posição do COB contrasta com as do Comitê Olímpico Internacional (COI) e do governo japonês.

Antes do COB, o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) já havia defendido o adiamento tanto da Olimpíada quanto da Paralimpíada de Tóquio para 2021. O COB e o CPB fecharam seus centros de treinamento nesta semana. A natação americana seguiu o mesmo caminho, mas o Comitê Olímpico dos Estados Unidos disse ainda ser cedo para falar em adiamento.

Na nota publicada em seu site, o COB argumenta que defende o adiamento dos Jogos por causa do agravamento da pandemia do Covid-19 e da "consequente dificuldade dos atletas de manterem seu melhor nível competitivo", já que houve "paralisação de treinos e competições em escala global".

– Como judoca e ex-técnico da modalidade, aprendi que o sonho de todo atleta é disputar uma Olímpiada em suas melhores condições. Está claro que, neste momento, manter os Jogos para este ano impedirá que este sonho seja realizado em sua plenitude – declarou o presidente do COB, Paulo Wanderley.

Por conta da pandemia do coronavírus, vários dos grandes eventos esportivos previstos para 2020 foram adiados para 2021. É o caso da Copa América e da da Euro, por exemplo.


Confira a nota completa do COB:

"O Comitê Olímpico do Brasil defende a transferência dos Jogos Olímpicos de Tóquio para 2021, em período equivalente ao originalmente marcado, entre o fim de julho e a primeira quinzena de agosto.

A posição do COB se dá por conta do notório agravamento da pandemia do COVID-19, que já infectou 250 mil pessoas em todo o mundo, e pela consequente dificuldade dos atletas de manterem seu melhor nível competitivo pela necessidade de paralisação dos treinos e competições em escala global.

'Como judoca e ex-técnico da modalidade, aprendi que o sonho de todo atleta é disputar os Jogos Olímpicos em suas melhores condições. Está claro que, neste momento, manter os Jogos para este ano impedirá que este sonho seja realizado em sua plenitude', afirma o presidente do COB, Paulo Wanderley, que comandou a seleção brasileira em Barcelona 1992.

O COB ressalta que a sugestão de adiamento em nada altera a confiança da entidade no Comitê Olímpico Internacional (COI) de que a melhor solução para o Olimpismo será tomada.

'O COI já passou por problemas imensos anteriormente, como nos episódios que culminaram no cancelamento dos Jogos de 1916, 1940 e 1944, por conta das Guerras Mundiais, e nos boicotes de Moscou 1980 e Los Angeles 1984. A entidade soube ultrapassar estes obstáculos, e vemos a Chama Olímpica mais forte do que nunca. Tenho certeza de que o Thomas Bach, atleta medalha de ouro em Montreal 1976, está plenamente preparado para nos liderar neste momento de dificuldade', completa Paulo Wanderley.

Desde o início da pandemia, o COB tem priorizado a saúde e o bem-estar dos atletas brasileiros e colaboradores do Comitê. Ha uma semana, a entidade cancelou eventos públicos e preparatórios para os Jogos e determinou na terça-feira o fechamento total do CT Time Brasil".


Fonte: Globo Esporte

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