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Robinho quebra silêncio, nega estupro, admite traição à esposa e critica movimento feminista

Robinho quebra silêncio, nega estupro, admite traição à esposa e critica movimento feminista

Com contrato suspenso com o Santos, atacante focará na defesa que o condenou por estupro na Itália

  Por Redação

  18.outubro.2020 às 09:47

De volta ao Brasil, Robinho atrai a atenção não apenas de fãs de futebol, mas de toda a sociedade. Infelizmente, o debate sobre os dribles e pedaladas que marcaram a carreira do habilidoso camisa 7 dão lugar a condenação, em primeira instância, de nove anos de prisão na Itália por estupro. Em entrevista ao 'Uol', o atacante, que teve o contrato suspenso com o Santos, em meio à polêmica, quebrou o silêncio.

Ele admitiu que teve contato íntimo com a jovem de origem albanesa, com consentimento da mesma, mas negou que tenha tido relação sexual. Robinho se considera inocente da acusação de violência sexual e diz que seu único 'crime' foi trair a esposa. Acompanhado de mais cinco amigos, Robinho descreve o ocorrido na fatídica noite na boate Sio Café, em Milão, há sete anos.

"Não tive relação sexual com ela, não. A gente teve relação entre homem e mulher, relações que homem tem com a mulher, mas não chegou a ter nenhuma relação sexual, nenhuma penetração, nada disso... Quando eu saí, os garotos continuaram lá com consentimento dela. Então, assim: eu estou me defendendo. Os garotos, se fizeram alguma coisa com ela, não posso falar por eles. Eu sei o que eu fiz com ela e com consentimento dela, entendeu? Então, foi isso que aconteceu", disse Robinho.

Enquanto tenta provar sua inocência, o atacante teve o contrato com o Santos, pressionado pelos patrocinadores devido à péssima repercussão não apenas no mercado, mas na sociedade. Com mais de R$ 20 milhões em patrocínios em jogo, o clube recuou em decisão de 'comum acordo'. Na entrevista de 40 minutos, marcada pelas interrupções de sua advogada, Robinho falou sobre arrependimento.

"Olha, eu me arrependo de ter traído a minha esposa, esse é o meu arrependimento", disse.

Em repúdio, dezenas de coletivos de torcedoras notificaram o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Na notícia de infração disciplinar, requerendo o oferecimento de denúncia e a consequente anulação do contrato do atacante com o Santos, anunciado no domingo. Em outro trecho da entrevista, ele criticou a perseguição do movimento feminista.

"Infelizmente, existe esse movimento feminista. Muitas mulheres às vezes não são nem mulheres, para falar o português claro. E se levantam contra porque coisas que homens...", avaliou Robinho.


Fonte: O Dia

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