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‘Cobaia’ para a vacina de Oxford contra o coronavírus conta os detalhes do que sentiu

 ‘Cobaia’ para a vacina de Oxford contra o coronavírus conta os detalhes do que sentiu

O reumatologista Fábio Jennings, de 46 anos, é um dos primeiros brasileiros que receberam a vacina contra o SARS-CoV-2 (coronavírus).

  Por João Paulo Rosa

  31.julho.2020 às 16:48Atualizado em 31.julho.2020 às 17:02

O reumatologista Fábio Jennings, de 46 anos, é um dos primeiros brasileiros que receberam a vacina contra o SARS-CoV-2 (coronavírus). Ele fez parte da equipe de 9 mil profissionais da saúde que receberam o medicamento, produzido em parceria entre a Universidade de Oxford (Reino Unido) e a gigante farmacêutica AstraZeneca. Esta é uma das vacinas mais promissoras em desenvolvimento no planeta, e está em solos brasileiros, na terceira e última fase de testes.

Brasileiro comenta experiência com a vacina

Jennings, em entrevista ao Metrópoles, contou que foi transferido para o atendimento de pessoas com sintomas de Covid-19 logo quando a pandemia chegou ao Brasil. Ele é funcionário da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e, logo que soube do recrutamento de funcionários para a vacina, quis fazer parte de imediato.

Por estar na linha de frente do coronavírus, Jennings, assim como os demais profissionais da área da saúde, são os mais suscetíveis ao agente infeccioso. Por esta razão, ganharam prioridade na vacina de testagem. Para ser recrutado como voluntário, precisou assinar um termo de consentimento, em que possíveis riscos são enumerados.

Para os testes, parte dos voluntários recebem a vacina de Oxford contra o coronavírus, e outra parte, a da meningite, já consolidada e de uso rotineiro. O objetivo é esconder do cobaia qual vacina ele recebeu, a fim de que nos próximos passos da análise possam ser feitas análises comparativas. Este é o protocolo seguido nas testagens de vacina.

Sentimento de engrandecimento

Jennings não esconde a sua felicidade em fazer parte deste processo, marco mundial para a história da medicina. Ele salienta que tudo está sendo feito em tempo recorde, algo nunca visto, com total segurança e dentro dos parâmetros dos protocolos.

“Senti dor no local por dois dias, mas foi muito pouco. É como uma injeção um pouco mais dolorida. Conversei com outras pessoas que também tomaram, mas só uma teve febre e dor no corpo. Fiquei super animado. Eu trabalho com pesquisa, já fiz esse tipo de estudo, sei todos os protocolos que devem ser seguidos. Está tudo sendo feito de forma impecável”, destaca o médico.


Fonte: I7 Noticias

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