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Funerárias denunciam demora de cemitérios para enterrar vítimas de Covid-19

Funerárias denunciam demora de cemitérios para enterrar vítimas de Covid-19

Segundo eles, os cemitérios públicos da Serra têm descumprido a determinação das autoridades de enterro imediato para evitar novas contaminações

  Por João Machado

  23.maio.2020 às 17:19

Os sepultamentos de corpos de vítimas de Covid-19, na Serra, tem gerado polêmica. Donos de funerárias denunciam que cemitérios públicos da cidade têm descumprido a determinação das autoridades de enterro imediato para evitar novas contaminações. Questionada, a Prefeitura da Serra garantiu que está seguindo a legislação.

Um dos relatos vem da funerária de Leomar Buecker. Ela está responsável pelo corpo de um senhor de 80 anos que morreu na noite desta quinta-feira (21), vítima do coronavírus.

Ele retirou o corpo do Hospital Jayme Santos Neves, mas, quando chegou ao cemitério de Carapina, na Serra, foi impedido de entregá-lo para a unidade, que determinou o turno da tarde do dia seguinte para realizar os sepultamentos.

“Eles falaram que estão sepultando depois de meio-dia, só com a certidão de óbito. A família tem que ir para o cartório, enfrentar fila, duas horas para registrar, e depois ir para lá. [....] Não pode trazer na funerária, fica lá no meio da rua no sol quente, pode contaminar o pessoal da rua, pode contaminar todo mundo”, disse Leomar.

Um outro proprietário de funerária, que preferiu não se identificar, também da Serra, tem encontrado dificuldades para atender a alta demanda. São, segundo ele, de duas a três vítimas de coronavírus por dia. E ele afirma que alguns cemitérios têm recebido os corpos apenas no final da tarde.

“Os cemitérios aqui, geralmente, estão colocando o último horário. A pessoa falece hoje às 14h, até registrar óbito, até conseguir o auxílio funeral, acaba ficando para o outro dia às 16h”, disse.

Ele contou que até Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para os coveiros já teve que levar.

“Vai fazer o serviço pela parte da manhã, a gente tem que levar para os coveiros macacões descartáveis, que a gente compra do bolso da gente e leva para eles, para ajudar. Do mesmo jeito que a gente não quer ser contaminado, a gente pede a Deus para não contaminar eles”, disse.

Prefeitura

Procurada, a Prefeitura da Serra garantiu que está seguindo a legislação. Em um vídeo, o secretário municipal de Saúde Edmo Pires falou sobre o posicionamento da prefeitura.

“No caso dos enterros, a gente está controlando para evitar aglomerações. Muitas vezes, a família quer escolher o local e a hora, e a gente tem que intervir nessa questão para poder controlar”, disse.


Fonte: G1 ES - Aurélio de Freitas

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