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Vídeo | ”Só saio do meu estabelecimento preso”, diz comerciante que mantém loja aberta em Cachoeiro

Vídeo | ”Só saio do meu estabelecimento preso”, diz comerciante que mantém loja aberta em Cachoeiro

O decreto de lockdown nº 4838-R é válido de 18 a 31 de março e impõe aos comerciantes o fechamento de suas lojas

  Por Raphael Gomes

  24.março.2021 às 08:46Atualizado em 24.março.2021 às 09:05

Notificado pela segunda vez, empresário resiste e mantém comércio aberto em Cachoeiro de Itapemirim, no sul capixaba. O comerciante Gilson Rosa, proprietário da Afrodisíaca Salgados que tem dois pontos de vendas no município, diz que só fecha as portas se for preso.

Ele ainda aponta o privilégio de algumas lojas em detrimentos de outras.

“Estou repetindo exaustivamente, se a Cacau Show pode funcionar, porque é alimento… a Selita pode funcionar, porque é alimento… Casa do Biscoito, pode funcionar, porque é alimento, e eles produzem para vender, por que a Afrodisíaca que produz salgados para vender em sua própria loja não pode vender? Pode sim e eu vou ficar. Eu só saio do meu estabelecimento preso!”

Assista ao vídeo




Vídeo – Gilson Rosa


O empresário também afirmou a nossa reportagem, que segue todos os protocolos de saúde e ninguém consome os produtos dentro do estabelecimento. ”As compras são retiradas em um balcão improvisado com mesas na porta da loja, para impedir a entrada e aglomeração. Seguimos todos os protocolos sanitários na produção, armazenamento e venda. Não há necessidade de fechar.”

Empreender no ES é um constrangimento

Ontem mesmo poucos minutos após anunciar nas redes sociais a reabertura das lojas, Gilson foi surpreendido com várias viaturas da Guarda Municipal e da Polícia Militar em frente aos seus dois pontos de vendas. Algo que vem se tornando comum no Espírito Santo.

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Imagem registrada por motorista que passava no local

O empreendedor capixaba que luta para manter seu comércio aberto é mais oprimido pelas autoridades policiais, a mando dos governos, do que um assassino, ladrão ou traficante de drogas.

Vivemos tempos de inversão de valores, onde a sociedade anestesiada pelo medo injetado por grande parte da mídia, aceita tudo isso de forma passível como o seu novo normal. Como gado indo para abatedouro!


Fonte: Opinião ES

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