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Caparaó perde uma de suas maiores inteligências: Cimar Pinheiro

Caparaó perde uma de suas maiores inteligências: Cimar Pinheiro

Cimar Pinheiro morreu na última quinta-feira (15) depois de uma longa e amarga luta contra o câncer. Nesse ínterim, sua saúde piorou em função da Covid-19.

  Por Redação

  18.setembro.2021 às 10:56Atualizado em 18.setembro.2021 às 18:43

Através dos passos alternados de perda e ganho, silêncio e atividade, nascimento e morte, você trilhou o caminho da imortalidade."

Grande escritor, amigo, historiador, ambientalista, sensível, um ser humano de alma enorme que nos deixa órfãos de sua amizade e de sua sabedoria - um grande e rico legado do qual somos herdeiros.

Soube, com maestria, brilhar... Sem vaidades, sem egoísmo... Ao caminhar pelas sendas da Literatura, fez-se pequeno para tornar-se um gigante. Humildade, sabedoria, doçura, criticidade e espírito de coletividade eram companhias na luta cotidiana. Defendeu, com galhardia, a nossa riqueza que é o Caparaó!

A Literatura Capixaba perde um de seus expoentes... O céu recebe um valoroso homem que palmilhou esse chão com hombridade. Perdemos o convívio físico com um sonhador, um esteta de infinita magnitude! No Caparaó Capixaba, sua luz resplandecerá eternamente. A Confraria Caparoense de Letras e Artes-CONCAPLA solidariza-se com os amigos e familiares do seu Membro Fundador/Honorário.

Cimar Pinheiro morreu na última quinta-feira (15) depois de uma longa e amarga luta contra o câncer. Nesse ínterim, sua saúde piorou em função da Covid-19.


CIMAR PINHEIRO: O SÁBIO ANDARILHO DE MUITOS CAMINHOS

" Nesta quinta-feira, dia 16 de setembro, recebemos a triste notícia do falecimento do historiador, fotógrafo, poeta e andarilho Cimar Pinheiro, aos 67 anos. O historiador deixa um legado indiscutível em várias áreas do conhecimento para o Caparaó e toda a região que vale a pena ser mencionado.

Cimar Pinheiro nasceu em Espera Feliz (MG), em 20 de julho de 1954, foi criado em Angra dos Reis (RJ) e por último residia em Dores do Rio Preto (ES). Ele dizia que era mineiro e capixaba. Formou-se em História com especialização em História Social e História Cultural Afro-brasileira e em Museografia e Patrimônio Cultural.

Era membro de várias agremiações culturais e científicas. Era acadêmico do Ateneu Angrense de Letras e Artes e da Academia das Artes, Cultura e Letras de Marataízes, Membro da Sociedade Brasileira de Poetas Aldravianistas, sócio da ANPUH – Associação Nacional de História (Seção Espírito Santo) e da Confederação Brasileira de Fotografia.

Como historiador, ele pesquisava, desde 1999, os caminhos antigos da região sudeste, inicialmente os da região de Angra dos Reis e Paraty que foram importantes para o desenvolvimento da Província do Rio de Janeiro, no século XIX, dedicando atenção especial à Vila de Mambucaba, tombada pelo IPHAN, e sua estrada antiga. Em 2009, iniciou uma pesquisa sobre o município de Dores do Rio Preto e a antiga estrada ligando Mariana (MG) à Vila de Itapemirim (ES), construída no século XIX.

As pesquisas de Cimar se tornaram livros. Em fevereiro de 2001, editou o livro “Angra dos Reis. Monumentos e história”, com a intenção de mostrar a beleza da história angrense por meio de seus monumentos. Em 2012, participou com três textos sobre a vila de Mambucaba, no livro “Histórias e imagens de Angra dos Reis”, editado pela Água Grande, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura de Angra dos Reis (RJ).

Seu trabalho foi reconhecido através de várias homenagens. Em novembro de 2005, recebeu das mãos do presidente da Câmara de Vereadores de Angra dos Reis, a Medalha do Mérito Cultural Brasil dos Reis, pelos serviços prestados à cultura angrense. Em dezembro de 2007, foi agraciado pelo presidente do Ateneu Angrense de Letras e Artes, com o Colar de Cunhambebe. Em outubro de 2011, recebeu da Câmara de Vereadores de Dores do Rio Preto, o título de Cidadão Riopretense, pelas mãos do Vereador Eder Polido de Aguiar. Em setembro de 2013, foi agraciado pela presidente da Academia das Artes Cultura e Letras de Marataízes com a medalha Rubem Braga, pelos serviços prestados à cultura.

Cimar esteve em Conceição de Ipanema ministrando oficinas de fotografias nas escolas municipais, em 2016, no 7º Circuito Cultural Arte Povos. Depois participou do 1º Seminário de História e Cultura Regionais apresentando a pesquisa Caminhos e Tropeiros. A Associação Sociocultural Concipa, responsável pela recepção do Circuito Cultural a partir de 2019, lamenta o falecimento do historiador e expressa sua solidariedade aos familiares."

Texto por José Aristides



Fonte: Folha do ES

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