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Adolescente que jogou criança de 6 anos do 10º andar pega prisão perpétua

Adolescente que jogou criança de 6 anos do 10º andar pega prisão perpétua

"Você pretendia matar alguém naquele dia - você quase matou aquele garoto de seis anos de idade", disse a juíza que condenou o adolescente

  Por João Machado

  26.junho.2020 às 17:46

O jovem que atirou uma criança de seis anos do décimo andar do museu Tate Modern, em Londres, recebeu uma sentença de prisão perpétua. Segundo o jornal The Independet, Jonty Bravery, ficará, pelo menos, 15 anos preso por tentativa de homicídio e não deve ser libertado depois disso.

O caso aconteceu em agosto de 2019, quando Bravery, que tem autismo e transtorno obsessivo compulsivo (TOC), tinha 17 anos. No julgamento, ocorrido nessa quinta-feira (25/06), foi dito que ele passou, pelo menos, 15 minutos perseguindo vítimas em potencial até se fixar na criança, que havia saído de perto dos pais.

A juíza Justice McGowan afirmou que o horror e o medo vivenciado pelo menino e também pelos pais foi “além da imaginação”. “Você escolheu uma criança pequena por causa da vulnerabilidade dela. Você pretendia matar alguém naquele dia – você quase matou aquele garoto de seis anos de idade”, disse.

A magistrada também falou que o autismo e o problema psicológico de Bravery não poderiam ser usados como desculpas para justificar o crime. Além disso, frisou que evidências apontaram que ele é “um perigo grave e imediato ao público”.

“Você irá passar grande parte — se não toda — da sua vida preso. E talvez nunca seja libertado”, completou ela, ao prendê-lo nesta sexta-feira (26/06). Câmeras de segurança captaram o momento em que Jonty se aproximou da família da vítima.

“Quando o garoto se aproximou, o réu o pegou e, sem hesitar, o jogou”, disse a promotora Deanna Heer. Ele, então, se dirigiu à equipe do museu e confessou: “Acho que eu matei alguém. Eu acabei de atirar alguém da varanda”. O garoto sobreviveu. Porém, ele tem de usar cadeiras de rodas com cuidados constantes, sem qualquer previsão de que vá se recuperar completamente.


Fonte: Metrópoles - Rafael Campos

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