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Cálculos provam que é possível viajar no tempo, mas é impossível criar um paradoxo

Cálculos provam que é possível viajar no tempo, mas é impossível criar um paradoxo

cientistas descobrem que é possivel viajar no tempo, com base em calculos

  Por João Paulo Rosa

  29.setembro.2020 às 09:27Atualizado em 29.setembro.2020 às 09:35

A possibilidade teórica de viagens no tempo é muito fascinante para os cientistas ignorarem e uma nova pesquisa mostrou que é possível viajarmos para o passado, mas não há possibilidade del criar um paradoxo temporal.

O que é um paradoxo temporal (ou paradoxo do tempo)

Como muitos filmes mostram, viajar no tempo gera inúmeros problemas relacionados a leis fundamentais do Universo: se você voltar no tempo e matar o seu avô, por exemplo, como é que você poderia existir para voltar no tempo em primeiro lugar? Isso é um paradoxo temporal e é extremamente confuso!

E não é por acaso que o problema é conhecido como “paradoxo do avô”. Mas um estudante de física chamado Germain Tobar, da Universidade de Queensland, na Austrália, afirma ter descoberto uma maneira de “acertar os números” para que as viagens no tempo não tenham paradoxos temporais.

A cena do filme De Volta Para o Futuro em que Marty McFly está quase deixando de existir por ter quase interrompido o processo em que seus pais se apaixonavam.

O espaço-tempo evita paradoxos

“A dinâmica clássica diz que se você conhece o estado de um sistema em um determinado momento, isso pode nos contar toda a história do sistema”, afirma Tobar, de acordo com o Science Alert.

“No entanto, a teoria da relatividade geral de Einstein prevê a existência de loops de tempo ou viagens no tempo — onde um evento pode estar tanto no passado quanto no futuro de si mesmo — teoricamente virando o estudo da dinâmica de ponta-cabeça.”

A conclusão dos cálculos é que o espaço-tempo tem o potencial de se adaptar, evitando os paradoxos.

Os “planos B” da linha do tempo

Imagine um viajante do tempo indo para o passado com o objetivo de impedir que o coronavírus se alastre. Se ele obtiver sucesso não voltará mais no tempo para evitar a doença.

O estudo de Tobar sugere que o vírus escaparia de outra forma, por uma via diferente ou por um método diferente, eliminando o paradoxo. Não importa as ações do viajante do tempo, ele não poderia evitar a doença.

No filme Os Doze Macacos Bruce Willys passa exatamente por este problema

A sua pesquisa não é simples para um não-matemático explorar, mas analisa a influência de processos determinísticos (que não tem qualquer aleatoriedade) em um número arbitrário de regiões no contínuo do espaço-tempo e demonstra como ambas as curvas fechadas da linha do tempo (como Einstein previu) podem se enquadrar nas regras do livre arbítrio e da física clássica.

“A matemática bate e os resultados são matéria de ficção científica”, afirmou o físico Fabio Costa, da Universidade de Queensland, que supervisionou a pesquisa.

Uma hipótese mais simples

Outra hipótese levantada pelo estudo é que a viagem no tempo é possível, mas suas ações teriam restrições, para que não pudessem criar um paradoxo temporal. Esse ponto de vista significaria que eles poderiam fazer o que quisessem enquanto não criassem um paradoxo.

Embora a pesquisa funcione no papel fazer uma dobra no espaço-tempo não é tão simples assim. As máquinas do tempo atuais são conceitos tão complexos que ainda não saíram dos cálculos.

É possível que cheguemos lá um dia. O próprio Stephen Hawking pensava ser possível. E, caso viajemos para o passado um dia, poderemos fazer o que quisermos e o futuro continuaria imutável, até mesmo participarmos da festa que o físico fez exclusiva para viajantes no tempo.

“Por mais que tente criar um paradoxo, os acontecimentos sempre se ajustam, para evitar qualquer inconsistência”, afirma Fábio Costa. “A gama de processos matemáticos que descobrimos mostra que viajar no tempo com livre arbítrio é logicamente possível em nosso universo sem qualquer paradoxo.”

O estudo foi publicado na revista científica Classical and Quantum Gravity.

folha do ES, com base na revista hypescience.


Fonte: Folha do ES

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