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Youtuber Júlio Cocielo se torna réu em processo por racismo

Youtuber Júlio Cocielo se torna réu em processo por racismo

Em caso de condenação, a pena é de dois a cinco anos de prisão

  Por Redação

  15.setembro.2020 às 10:57Atualizado em 15.setembro.2020 às 11:01

Júlio Cocielo, youtuber e influenciador digital, de 27 anos, se tornou réu na Justiça de São Paulo sob acusação de racismo. Cecília Pinheiro da Fonseca, juíza da 3ª Vara Criminal de São Paulo, aceitou a denúncia feita pelo Ministério Público. Em caso de condenação, a pena é de dois a cinco anos de prisão. As informações foram divulgadas pelo colunista Rogério Gentili, do UOL.

A promotora Cristiana Moeller Steiner alega que Cocielo, que conta com mais de 19,9 milhões de inscritos no YouTube e 8 milhões de seguidores no Twitter, fez uma série de postagens de cunho racista entre novembro de 2011 e junho de 2018.

O UOL informa também que além do novo processo criminal, Cocielo já responde a uma ação civil em que o Ministério Público cobra indenização de R$ 7,5 milhões.

À Justiça, Cocielo afirma, por meio de seu advogado, Maurício Bunazar, ser humorista e nega ter praticado racismo: “Contar uma piada sobre negros não transforma um humorista em uma pessoa racista ou propagador do ódio contra negros, da mesma forma que contar uma piada sobre judeus não transforma um humorista em uma pessoa antissemita”.

O youtuber também diz ser afrodescendente, nascido em família pobre da periferia e que sabe na pele o que significa. “É evidente que Cocielo faz piadas com sua própria condição, o que um artifício humorístico usado por comediantes no mundo todo”, diz seu advogado. “Há diversos comediantes judeus que fazem piadas com estereótipos judeus, da mesma forma que muitos comediantes negros fazem piadas com estereótipos da população afrodescendente”, completou.

A defesa apresentada à Justiça diz que a interpretação das piadas não pode ser feita sem considerar a história pessoal de Cocielo. Maurício Bunazar ainda diz que o Ministério Público distorceu os fatos ao acusar o seu cliente de racismo.


Fonte: Istoé

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