Folha do ES
Ter, 26 de Out
HECI

Home   Judiciário     Brasil


Justiça condena auxiliar de enfermagem que fingiu aplicar vacina em idoso

Justiça condena auxiliar de enfermagem que fingiu aplicar vacina em idoso

A condenação foi imposta em uma ação civil movida pelo Ministério Público

  Por Raphael Gomes

  12.setembro.2021 às 15:07Atualizado em 12.setembro.2021 às 15:11

A Justiça de São Paulo condenou uma auxiliar de enfermagem por improbidade administrativa depois que ela fingiu ter aplicado a vacina contra a covid-19 em um idoso. O caso aconteceu em março no Consultório Médico Municipal Jerônimo Figueira da Costa Neto, em Votuporanga, no noroeste paulista, e foi filmado pela família da vítima. Após o episódio vir a público, ela foi demitida por justa causa.

A decisão é do juiz Reinaldo Moura de Souza, da 1.ª Vara Cível da Comarca de Votuporanga, para quem a funcionária foi 'negligente e imprudente'. Ele determinou o pagamento de multa correspondente a duas vezes o valor da última remuneração, a suspensão dos direitos políticos por três anos e a proibição de contratar ou receber incentivos do Poder Público pelo mesmo período. Cabe recurso da sentença.

"Veja-se que em meio à pandemia da Covid-19, diante de inúmeras mortes e do caos na saúde pública, o que levou toda a população ao anseio desesperado pela vacinação, que se mostrava naquele momento o meio mais eficaz de combate, a requerida, deliberadamente, aplicou "ar" no braço do idoso, frustrando toda sua expectativa de imunização e em total infração aos seus deveres. Este tipo de conduta é desprezível, censurável e jamais pode ser aceita pelo cidadão pagador de impostos, tampouco pode ser tolerada pela administração pública", diz um trecho da decisão.

A condenação foi imposta em uma ação civil movida pelo Ministério Público de São Paulo. O órgão disse que a auxiliar de enfermagem desviou a dose da vacina e pediu que fosse imposta uma multa de R$ 50 mil por danos morais coletivos. A funcionária, por sua vez, negou ter agido com intenção e alegou que a gravação foi 'clandestina' e não poderia ser usada como prova. O vídeo mostra o momento em que, na aplicação da vacina, a auxiliar insere a agulha no braço do idoso e finge aplicar o líquido.

"Não obstante os argumentos da requerida, o desrespeito aos princípios da administração pública é evidente e ultrapassa a mera inabilidade, despreparo ou incompetência", rebateu o juiz. A Justiça de São Paulo condenou uma auxiliar de enfermagem por improbidade administrativa depois que ela fingiu ter aplicado a vacina contra a covid-19 em um idoso. O caso aconteceu em março no Consultório Médico Municipal Jerônimo Figueira da Costa Neto, em Votuporanga, no noroeste paulista, e foi filmado pela família da vítima. Após o episódio vir a público, ela foi demitida por justa causa.

A decisão é do juiz Reinaldo Moura de Souza, da 1.ª Vara Cível da Comarca de Votuporanga, para quem a funcionária foi 'negligente e imprudente'. Ele determinou o pagamento de multa correspondente a duas vezes o valor da última remuneração, a suspensão dos direitos políticos por três anos e a proibição de contratar ou receber incentivos do Poder Público pelo mesmo período. Cabe recurso da sentença.

"Veja-se que em meio à pandemia da Covid-19, diante de inúmeras mortes e do caos na saúde pública, o que levou toda a população ao anseio desesperado pela vacinação, que se mostrava naquele momento o meio mais eficaz de combate, a requerida, deliberadamente, aplicou "ar" no braço do idoso, frustrando toda sua expectativa de imunização e em total infração aos seus deveres. Este tipo de conduta é desprezível, censurável e jamais pode ser aceita pelo cidadão pagador de impostos, tampouco pode ser tolerada pela administração pública", diz um trecho da decisão.

A condenação foi imposta em uma ação civil movida pelo Ministério Público de São Paulo. O órgão disse que a auxiliar de enfermagem desviou a dose da vacina e pediu que fosse imposta uma multa de R$ 50 mil por danos morais coletivos. A funcionária, por sua vez, negou ter agido com intenção e alegou que a gravação foi 'clandestina' e não poderia ser usada como prova. O vídeo mostra o momento em que, na aplicação da vacina, a auxiliar insere a agulha no braço do idoso e finge aplicar o líquido.

"Não obstante os argumentos da requerida, o desrespeito aos princípios da administração pública é evidente e ultrapassa a mera inabilidade, despreparo ou incompetência", rebateu o juiz.


Fonte: Estadão Conteúdo

Comentários Facebook


Facebook


Newsletter


Inscreva-se no boletim informativo da Folha do ES para obter suas atualizações e novidades semanais diretamente em seu e-mail.

© 2021 Folha do ES. Todos os direitos reservados.