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ES: Irmão e primo de senadora presos em operação da PF deixam presídio

ES: Irmão e primo de senadora presos em operação da PF deixam presídio

Operação investiga desvio de recursos em contratos da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa). Senadora Rose de Freitas foi alvo de mandado de busca e apreensão. Parlamentar afirma não ter cometido atos ilícitos.

  Por Raphael Gomes de Souza

  17.maio.2021 às 15:10

O irmão e o primo da senadora Rose de Freitas (MDB) presos na última semana na Operação Corsários, da Polícia Federal, deixaram o presídio nesta segunda-feira (17).

Segundo a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), Edward Dickson de Freitas e Ricardo Saiter Mota estavam no Centro de Detenção Provisória de Viana II (CDPV II) e deixaram o sistema prisional mediante decisão judicial.

A operação investiga desvio de recursos em contratos da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), empresa pública federal que opera o Porto de Vitória. A senadora foi alvo de mandado de busca e apreensão.

Rose disse em nota que desconhece as razões do mandado e afirmou não ter cometido atos ilícitos.

Operação Corsários

Segundo a PF, a operação teve o objetivo de investigar uma organização criminosa que atuava na Codesa entre os anos de 2015 e 2018, direcionando certames e desviando recursos públicos dos contratos firmados com as prestadoras de serviços.

Foram cumpridos dois mandados de prisão temporária e 10 mandados de busca e apreensão em residências e empresas de Vitória, Cariacica, Serra e Brasília. Também houve o sequestro de bens e valores, além da prisão em flagrante de um dos investigados por porte ilegal de armas.

Os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em razão do indício de envolvimento de pessoa com prerrogativa de foro. O ministro Kassio Nunes Marques autorizou os mandados.

De acordo com a polícia, a Operação Corsários teve início com o recebimento de denúncia de exigência de vantagens ilícitas por servidores da Codesa em contrato de locação de veículos.

As apurações, segundo a PF, revelaram a existência de uma organização criminosa infiltrada na empresa pública, por meio da indicação de pessoas de confiança do grupo para postos chaves, permitindo dessa forma a interferência nos certames, o superfaturamento e desvio dos valores pagos nos contratos subsequentes.

Para receber os recursos desviados, de acordo com as investigações, o grupo investigado utilizava um escritório de advocacia, responsável por simular a prestação de serviços advocatícios para lastrear a movimentação dos valores. As investigações revelaram ainda que a lavagem do dinheiro ilegal também acontecia por meio da compra de imóveis de luxo e do pagamento de despesas pessoais dos envolvidos.

A PF informou que a investigação contou com a colaboração da atual gestão da Codesa, que em auditoria realizada estima que somente em dois dos contratos auditados a organização criminosa pode ter desviado cerca de R$ 9 milhões.


Senadora Rose de Freitas — Foto: Bernardo Coutinho/ A Gazeta



Fonte: G1 ES / Folha do ES

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