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Operações sempre são "distribuídas" para a 4ª Vara Criminal de Vitória

Operações sempre são "distribuídas" para a 4ª Vara Criminal de Vitória

Algo suspeito ocorre com evidências "aritméticas"

  Por Jackson Rangel Vieira

  23.maio.2022 às 16:57Atualizado em 18.junho.2022 às 16:24

As Operações Alquimia I, Alquimia II, Crimes da greve da PM-ES, Protocolo Fantasma, Torrefação, Igreja Maranata, Robusta, Cartel de Combustíveis, Alvará, dentre outras foram "distribuídas" para 4ª Vara Criminal de Vitória, da juíza Gisele Sousa de Oliveira. A 10ª Vara é o soldado de reserva, para não concentrar tanto na 4ª.

Em outras palavras, todas as operações (investigações) no Espírito Santo nos últimos 12 anos tiveram como destino principal a 4ª Vara Criminal de Vitória, por "distribuição" mediante "sorteio" eletrônico.

Não houve atuação de nenhuma das outras oito Varas Criminais de Vitória em operações. Isso é estaticamente impossível, basta consultar um matemático ou estatístico.

O jornal detectou a fraude na distribuição quando viu que todos os procedimentos criminais contra seus jornalistas estavam caindo na 4ª Vara Criminal de Vitória, da juíza Gisele Souza de Oliveira. Como houve um aumento abrupto de processos orquestrados para calar o jornal, a fraude ficou visível, ou seja, o feitiço virou contra o feiticeiro.

A partir daí, a FOLHA apurou também que os processos de interesse do Governo Casagrande e das cúpulas do MP-ES e da polícia civil também estavam sendo "distribuídos" por "sorteio" eletrônico para lá.

Essa fraude é tão grave quanto a venda de sentenças, porque busca controlar o resultado final dos processos, conforme os interesses do "sistema" e não princípios de justiça.

A fraude na distribuição viola um dos princípios civilizatórios mais sensíveis ao sistema de justiça no Estado de Direito, que é o princípio do juiz natural. O devido processo legal se torna mera fachada.

Com isso, o "sistema de poder estadual" controla a investigação, a acusação e a condenação dos alvos, sendo o processo um mero "teatro". Ou seja, um fascismo do Estado Policial travestido de falsa legalidade.

O escárnio é tamanho que a fraude à distribuição é até antecipada, antes de sua ocorrência: prints de conversas pelo WhatsApp de fontes da FOLHA antecipam, em tom de ridicularização, que determinado processo criminal contra o jornal vai cair na 4ª Vara Criminal de Vitória. E adivinhe o leitor o que acontece? Isso será tema de outra reportagem.

A condenação de jornalistas da FOLHA pela juíza Gisele Souza de Oliveira é certa porque o "sistema de poder estadual" já definiu o script do teatro, desde a distribuição fraudada para sua vara de estimação. O direito a um julgamento justo no judiciário do Espírito Santo será semelhante ao que ocorre na Rússia ou nas Filipinas contra jornalistas independentes.


Fonte: folhadoes.com

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