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MP diz que ex-assessor armou emboscada para Gerson Camata

MP diz que ex-assessor armou emboscada para Gerson Camata

Marco Venício teria esperado por uma hora e meia em frente a uma padaria na Praia do Canto para encontrar com o ex-govern

  Por Redaçao

  05.janeiro.2019 às 09:07

O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) ofereceu denúncia contra o ex-assessor do ex-governador Gerson Camata, que confessou tê-lo assassinado no último dia 26 de dezembro na Praia do Canto, em Vitória.

A denúncia contradiz o depoimento do ex-assessor Marcos Venício Moreira Andrade que disse à Polícia Civil, que não planejou matar o ex-governador.

Na versão do acusado, ele teria encontrado casualmente Camata na rua e o questionou sobre um processo judicial que o ex-governador move contra ele, por calúnia e difamação. Andrade diz que discutiu com Camata e, em um momento de ira, atirou contra a vítima.

Para o Ministério Público, contudo, o crime foi premeditado. No documento, os promotores dizem que o suspeito esperou por uma hora e meia em frente a padaria, à espera de Camata. O ex-assessor estava com um revólver com o registro vencido e não tinha autorização para usar a a arma fora de casa.

O Ministério Público pede que Marcos Venício seja condenado por homicídio qualificado, por motivo fútil, mediante emboscada, com impossibilidade da vítima se defender. Além disso, no documento é solicitado o aumento da pena em um terço, já que a vítima tinha mais de 60 anos. O Ministério Público listou onze pessoas para testemunhar contra o ex-assessor, entre elas Rita Camata, ex-deputada federal e viúva de Camata.

Promessa de emprego

A denúncia também esclarece detalhes do que teria motivado o crime. Tudo teria começado quando Gerson Camata ainda era senador pelo Espírito Santo e indicou Marco Venício para assumir o cargo de diretor em um bando do Estado. Quando terminou o mandato, Camata teria prometido um novo cargo ao suspeito, o que não aconteceu.

A partir daí, começaram as ameaças de morte, que foram concretizadas dez anos depois. Em abril de 2009, Marcos, que havia trabalhado 19 anos com Camata, denunciou que o ex-senador teria recebido propina de empreiteiras, entre elas a Odebrecht, e que se apropriava de parte do dinheiro destinado aos salários dos funcionários do gabinete dele, uma prática conhecida como rachid.

As denúncias foram negadas por Camata, que entrou na Justiça contra Marcos pedindo indenização por danos morais. O caso ainda não transitou em julgado, mas a Justiça havia determinado o bloqueio de R$ 60 mil das contas do suspeito. Marco Venício continua preso, aguardando julgamento.

O assistente de acusação, Renan Sales, afirmou que, ao lado do Ministério Público, vai buscar firme condenação para o autor do homicídio em "um processo célere, com pena rigorosa". Já a defesa do réu Marcos Venício informou que não conseguiria posicionar-se a tempo.


Fonte: Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES)

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