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Pastor é denunciado por estuprar criança de 11 anos com transtorno mental

Pastor é denunciado por estuprar criança de 11 anos com transtorno mental

Antônio Carlos é líder da Primeira Igreja Batista em Vila Kennedy (PIBVK), em Bangu, zona oeste do Rio de Janeiro.

  Por Raphael Gomes

  17.setembro.2021 às 11:21Atualizado em 17.setembro.2021 às 11:27

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou o pastor e psicólogo Antonio Carlos de Jesus Silva, de 51 anos, por estupro de vulnerável.

O pastor está sendo acusado de estuprar uma menina de 11 anos com transtorno mental, entre novembro do ano passado e abril deste ano.

Antonio Carlos é líder da Primeira Igreja Batista em Vila Kennedy (PIBVK), em Bangu, zona oeste do Rio de Janeiro. O templo tem cerca de 40 anos de existência, de acordo com informações da Receita Federal.

Segundo as investigações, o pastor teria cometido os crimes dentro do seu consultório de psicologia, que fica localizado no Real Shopping, também em Bangu, e na igreja.

Para Elisa Fraga de Rego Monteiro, promotora de Justiça, o líder religioso se aproveitou do fato de ser pastor da igreja que a vítima frequenta e também da profissão como psicólogo para cometer o crime.

A vítima narrou que os crimes ocorriam quando ela ficava sozinha com Antonio, durante as sessões semanais de terapia.

“O denunciado, com vontade livre e consciente, visando à satisfação de sua lascívia, praticou atos libidinosos diversos da conjunção carnal, com a vítima […], que à época dos fatos contava com apenas 11 anos, consistentes em se esfregar contra o corpo da vítima por trás, beijar-lhe o pescoço, acariciar os seios da criança, além de colocá-la sobre seu colo”, detalha o Ministério Público.

O advogado Carlos Nicodemos que defende a menina, disse que a família resolveu denunciar o pastor porque a igreja não tomou nenhuma atitude diante dos episódios.

Segundo ele, mesmo ciente dos fatos, a Igreja Batista decidiu manter Antonio Carlos para realizar os cultos normalmente.

“A família tem uma participação muito ativa na igreja e, vendo que havia um silêncio institucional – ninguém tomava uma atitude em relação a esse episódio trágico, com várias sequelas para a criança, como traumas psicológicos –, resolveu procurar a Justiça para poder ter uma reparação nos campos criminal e cível”, explicou.


Fonte: Fuxico Gospel

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