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'Novo cangaço': entenda o crime que destruiu bancos e assustou moradores em Santa Leopoldina

'Novo cangaço': entenda o crime que destruiu bancos e assustou moradores em Santa Leopoldina

Nesta modalidade de crime, os bandos preferem atacar instituições que guardam dinheiro em cidades pequenas, onde as forças de segurança não têm poderio bélico para enfrentar bandos fortemente armados.

  Por Redação - BLN

  01.outubro.2022 às 09:21Atualizado em 01.outubro.2022 às 09:24

O ataque a bancos em Santa Leopoldina, na região Serrana do Espírito Santo, foi identificado pela polícia e pelo Banco do Brasil como um ataque do tipo "novo cangaço". A expressão tem sido utilizada para caracterizar a ação de organizações criminosas fortemente armadas que cercam pequenas cidades para praticar assaltos, geralmente a agências bancárias.

Durante a madrugada desta sexta-feira (30), um grupo de homens armados e encapuzados fechou as ruas de Santa Leopoldina, atirou contra carros da polícia, rendeu motoristas e invadiu três bancos.

Nesta modalidade de crime, os bandos preferem atacar, em sua maioria, instituições que guardam dinheiro em cidades pequenas, onde as forças de segurança não têm poderio bélico para enfrentar bandos fortemente armados.

Além de explodirem caixas eletrônicos ou cofres, os bandidos encapuzados chegam a usar reféns, em alguns casos, para impedir a aproximação da polícia. Depois libertam as vítimas e fogem com o dinheiro roubado.

No ataque em Santa Leopoldina, um caminhoneiro foi feito refém e o caminhão dele foi usado para interditar uma estrada. Ao final da ação, ele foi libertado.

"Os criminosos fizeram um bloqueio de uma estrada em Barra do Mangarai com um tronco de uma árvore. Tomaram como um refem um caminhoneiro, bloqueando a estrada com o caminhão. Levaram o caminhoneiro como refém ao Centro de Santa Leopoldina", relatou o secretário de Segurança Pública do Espírito Santo, Márcio Celante.

Crimes parecidos já foram registrados em várias cidades do país. Em Guarapuava, no Paraná, mais de 30 criminosos fortemente armados tentaram assaltar uma empresa de transporte de valores em abril deste ano.

De acordo com relato de testemunhas, os assaltantes fizeram moradores reféns e fecharam os acessos da cidade. Testemunhas disseram ainda que os criminosos colocaram fogo em dois veículos em frente ao batalhão da Polícia Militar para dificultar a ação dos agentes de segurança.

Em 2021, em menos de duas semanas, entre os dias 5 a 16 de abril, foram pelo menos dez ataques em cidades diferentes de quatro estados: São Paulo (SP), Paraná (PR), Bahia (BA) e Minas Gerais (MG). Os alvos foram ao menos 13 agências bancárias e uma financeira.

Também no ano passado, criminosos fortemente armados atacaram três agências bancárias no Centro de Araçatuba (SP). Três pessoas morreram , sendo dois moradores e um criminoso. A ação, na cidade que tem cerca de 200 mil habitantes, durou duas horas, entre ataque às agências, tiroteio e fuga.

Essa modalidade criminosa, que assusta a população pela violência empregada, é chamada por policiais de "novo cangaço", numa alusão ao histórico bando de Lampião, que levava o medo a cidades do sertão nordestino em meados dos anos de 1930.

Apesar de não ter deixado feridos, os criminosos usaram armas longas e atiraram para cima durante o ataque em Santa Leopoldina. Algumas casas ficaram com as marcas dos tiros. Estabelecimentos comerciais tiveram a estrutura danificada pelo impacto das granadas.

Uma dinamite deixada em uma agência bancária após o ataque foi detonada pelo Esquadrão Antibombas em um terreno do município.

As investigações apontam que pelo menos oito homens em dois carros participaram da ação.

Até a última atualização, ninguém havia sido preso.


Fonte: G1

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