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Ataques em propriedades rurais de Itapemirim deixam rastro de sangue

Ataques em propriedades rurais de Itapemirim deixam rastro de sangue

Os locais de maior incidência deste crime são Fazenda Velha, Santo Amaro, Vargem Grande.

  Por REDAÇÃO

  15.setembro.2021 às 09:44Atualizado em 15.setembro.2021 às 09:55

Apesar de no mês de julho, do corrente ano, a Prefeitura Municipal de Itapemirim, anuncia com certa pompa e soberba, em seu site institucional e algumas mídias locais, que se tornou a segunda cidade do Espírito Santo a implantar o cerco inteligente de segurança, por um convênio de cooperação técnica com o Departamento Estadual de Trânsito (Detran – ES), atos criminosos tem passados despercebidos pelas lentes do Poder Público, deixando a população a acuada e indefesa.

Ocorre que produtores rurais deste município vem se queixando reiteradas vezes, desde o início do ano, de invasões à suas propriedades com roubo e matança de seus animais. Os locais de maior incidência deste crime são Fazenda Velha, Santo Amaro, Vargem Grande.

Ora, segundo o diretor-geral do Detran-ES, Givaldo Vieira, o sistema consiste em um software, que acoplado às câmeras de videomonitoramento, permite a identificação imediata de qualquer veículo que trafega pelo município com alguma restrição de furto ou roubo.

Segundo Luiz Cláudio Soares Sad, conhecido por todos como Cacau, filho de um dos produtores mais antigos e tradicionais da região, Sr. “Zezinho” conta que assassinaram uma de suas vacas produtoras em lactação, gerando um prejuízo de aproximadamente R$15.000,00 (quinze mil reais), além de atirarem contra um de seus touros. Conta ainda que por outras três vezes tentaram roubar novilhas de seu rebanho. O produtor compareceu a Delegacia de Polícia para registrar o Boletim Unificado.

Cacau conta que estes criminosos abatem os animais, na maioria das vezes com golpes de machado, para “descarnarem” os mesmos, deixando tão somente a ossada para trás. Luiz Cláudio conta que há cerca de 15 dias os próprios proprietários visualizaram uma caminhonete modelo F750 circulando pelos limiares das propriedades, informações apontam que o veículo tinha placa de Iúna.

O que destoa do texto institucional da Prefeitura Municipal de Itapemirim que afirma: “O município conta hoje com 137 câmeras, sendo 40 delas dotadas com tecnologia OCR (Optical Character Recognition), pela qual é possível visualizar as placas dos veículos que trafegam pelo município. Com o software agregado, o sistema emite um sinal automático aos operadores da Central de Videomoniotoramento”.

Onde estavam os agentes de segurança neste momento? Será que o sistema foi capaz de identificar os veículos suspeitos e comunicar as autoridades de segurança pública?

Em nome dos produtores da região, Luiz Cláudio apela pelo apoio da imprensa livre das amarras e repressões. Em tom de desabafo ele diz:

“A segurança no interior de Itapemirim está bastante complicada e debilitada. Nossas comunidades não contam mais com policiamento ostensivo. Embora exista um programa dentro da Polícia Militar do Espírito Santo, voltado para o interior, nunca vimos a atuação desta iniciativa em nossa região”.

Cacau declara que, lamentavelmente, crimes desta natureza se tornaram comuns. “São situações de perigo constante como invasões de propriedade e roubo e furto de animais. Todos os dias recebemos notícias de companheiros vítimas de crimes assim.”

Segundo o Secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Cel. Oberacy Emmerich Júnior: “Itapemirim dá exemplo de investimento em tecnologia de ponta contribuindo com a segurança pública”


Fonte: Folha do ES

 

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