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FIBRIA negocia arrendamento de fazenda com Marcelino Fraga que pode ser preso

FIBRIA negocia arrendamento de fazenda com Marcelino Fraga que pode ser preso

FIBRIA NEGOCIA ARRENDAMENTO DA FAZENDA SANTA CLARA COM MARCELINO FRAGA, DENUNCIADO POR CRIME AMBIENTAL E CONDENADO À PRISÃO POR CORRUPÇÃO

  Por Jackson Rangel Vieira

  23.maio.2019 às 11:30Atualizado em 25.maio.2019 às 18:47

Prova de que o ex-deputado federal Marcelino Fraga está à frente de empresas e negócios que não estão em seu nome é a negociação de arrendamento da Fazenda Santa Clara pela Fibria Celulose, para plantio de Eucalipto.

O IDAF concedeu nesse governo a Licença de Plantio. Marcelino Fraga foi quem tratou com o IDAF e com a FIBRIA diretamente, portando-se como dono de fato da propriedade de Ecoporanga. Por isso, houve a denúncia do MP contra ele por crime ambiental, na modalidade corrupção de água potável em área de preservação permanente, na Fazenda Santa Clara.

A negociação com a FIBRIA envolve grande plantio de eucalipto, com ocupação volumosa da Fazenda Santa Clara, em troca de altos valores pagos diretamente a Marcelino Fraga. Fontes do IDAF se dizem constrangidas com tão situação, pela abrangência das licenças sem análise aprofundada do impacto hídrico do plantio de eucalipto na área. A região é tida como vulnerável e se encontra em local de grande stress hídrico.

Curioso é que a FIBRIA CELULOSE, pautada por regras de “compliance” e integridade, tenha negociações com Marcelino Fraga, sem constrangimentos ou cautelas redobradas nos estudos. Sobretudo diante das circunstâncias específicas em que se encontra a área arrendada e seu dono de verdade (Fraga).

A Fazenda Santa Clara foi local de crime ambiental gravíssimo, gerando a denúncia contra o dono de fato, Marcelino, que não tem a propriedade em seu nome por conta de processos. Além disso, o ex-deputado é condenado em três ações movidas pelo MPF, tendo a justiça federal o condenado a quase 10 anos de prisão, dentre outras sanções (suspensão de direitos políticos, inelegibilidade, multa, etc).

Não tem a FIBRIA um manual de “compliance” a seguir com situações e pessoas nessa situação? Não há impeditivo ético para tal negociação, diante do suposto filtro de integridade do qual se gaba a multinacional?

O arrendamento da Fazenda Santa Clara em Ecoporanga para imenso plantio de Eucalipto, em negociação direta com Marcelino Fraga, o ex deputado da máfia dos sanguessugas, é um escárnio com a sociedade. E uma mancha na biografia da FIBRIA e na lisura de seu “compliance”, revelando que seu controle de integridade fraquejou diante de seus interesses econômicos.

Jamais poderia a multinacional aceitar proceder com negociações em área vítima de crime ambiental, com o próprio autor do crime já denunciado pelo MP, tendo a justiça aceito a denúncia diante dos indícios robustos.

Ademais, esse mesmo autor já é condenado em três ações do MPF a mais de 10 anos de prisão, tendo a justiça federal registrado que Marcelino desviava dinheiro público da saúde, cobrando propina de 10%, sendo ele determinante para o sucesso do esquema dos sanguessugas no ES (isso está nas sentenças, escrito).

O MP já foi acionado para investigar esse arrendamento e essa negociação. A FIBRIA terá que se explicar às autoridades, inclusive o motivo pelo qual seu sistema de “compliance” foi tão complacente, com o perdão do trocadilho.


Fonte: folhadoes.com

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