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Tyago Hoffmann: "pai" do esquema criminoso chamado “barriga de aluguel”.

Tyago Hoffmann: "pai" do esquema criminoso chamado “barriga de aluguel”.

Por Jackson Rangel Vieira

  Por Jackson Rangel Vieira

  10.junho.2020 às 19:34Atualizado em 12.junho.2020 às 13:12

O secretário de Governo do ES, Tyago Hoffmann, é o mentor da organização criminosa formada por membros do PSB, que produz adesão de atas sem licitação e direcionada para empresas do grupo.

Nessa sexta feira, dia 12 de junho, o jornalista Max Ladeira revela em seu podcast todo o esquema de atas do PSB do ES montado em Caravelas, com entrevista exclusiva e revelações bombásticas do Vice-Prefeito Jackson Douglas, oficial da Marinha do Brasil.

As Prefeituras de Caravelas e de Vitória (PMV) foram o laboratório da organização criminosa em benefício da empresa SAFELY, sob comando de Hoffmann desde quando ele era Secretário de Trânsito da PMV. Depois avançou para Prefeitura de Aracruz em benefício da empresa 7 LAN e agora Cachoeiro de Itapemirim direcionado para a empresa TELTEX.

O esquema consiste em produzir uma licitação de ata de registro de preços em uma prefeitura, que depois pode ser aderida sem licitação por qualquer outra prefeitura, órgão ou governo do Brasil. Por isso se chama “barriga de aluguel”. É uma indústria milionária dos “mercadores de ata”.

A adesão de atas pode ocorrer por mais cinco vezes o seu valor, sem contar a Prefeitura responsável pela “gestação” da ata. No caso do escândalo da Prefeitura de Caravelas, R$ 5 milhões x 6 = R$ 30 milhões de reais. O prefeito ou secretário responsável pela ata recebe propina a título de comissão por oferecer sua “barriga de aluguel” a outra Prefeitura ou Governo.

Nas licitações que produzem as atas, participam membros do PSB do ES, simulando competição, como no caso de Caravelas. Foi direcionado para a empresa SAFELY, do empresário pernambucano Pablo Magalhães Menezes, também membro do PSB e íntimo de Hoffmann em todos os sentidos.

No município baiano, todas as empresas participantes da licitação tinham membros do PSB do ES, hoje encastelados no governo capixaba em cargos comissionados estratégicos: Bruno da Cunha (atuam assessor especial da CESAN), Dório Belarmino Júnior (Subsecretário de Esportes do Governo Estadual) e Pablo Magalhães (dono da empresa SAFELY, vitorioso na licitação). Um deles assinava como representante legal de uma empresa no certame, mas era dono de outra que também participava. Pasme o leitor.

Tyago Hoffmann, então Secretário de Trânsito da Prefeitura de Vitória, aderiu à ata da Prefeitura de Caravelas, gastando mais R$ 2.5 milhões de reais para colocar painéis fotovoltaicos (luz solar para sinal de trânsito) e outras futilidades que até hoje não funcionam. Como na Avenida Rio Branco, em frente à padaria Monte Líbano na praia do canto, por exemplo.

Uma prova robusta da barriga de aluguel de Hoffmann em Caravelas é o fato da Prefeitura Baiana nunca ter executado o contrato, tendo apenas “gestado” a ata para a Prefeitura de Vitória aderir, por meio da Secretaria de Trânsito.

E a licitação baiana simplesmente repetiu edital idêntico feito pela própria organização criminosa, com erros grotescos trocando o nome de Caravelas por uma cidade capixaba. A idéia era executar a fraude em um município de menor controle e fiscalização, no interior da Bahia (Caravelas), usando a modalidade de licitação para ata de registro de preços. Longe dos holofotes do ES, mas perto o suficiente para deslocamentos da turma do PSB capixaba.

Assim, Hoffmann driblou os holofotes e as instituições de controle, para tão somente aderir a ata de Caravelas, simulando aparente legalidade e normalidade.

O escândalo de Caravelas com a Prefeitura de Vitória explodiu a partir de denúncias do atual Vice Prefeito da cidade baiana e oficial da Marinha do Brasil, Jackson Douglas. E repercutiu na imprensa de lá, enquanto os veículos capixabas se calaram ou foram calados. Até os combativos jornalistas de A Gazeta Vitor Vogas, Leonel Ximenes, Vilmara Fernandes e outros foram amordaçados.

Hoffman abafou o escândalo no ES, usando recursos públicos de publicidade controlados pela Secretária de Estado de Comunicação Flávia Mignone, que gastou em torno de R$ 6 milhões de reais para calar a imprensa capixaba. Apesar do grande interesse público envolvido e da clareza dos fatos, nem uma linha foi dada. A liberdade de imprensa e o dever de informação no ES ficaram de joelhos em face do poder econômico e político.

Ao mesmo tempo, Hoffmann agiu junto aos órgãos de investigação para dizer que somente aderiu à uma ata, sem ter a ver com a licitação da Prefeitura de Caravelas. E empurrou para cima da turma do PSB e da empresa ganhadora (SAFELY) eventuais responsabilidades, para tirar do MP capixaba qualquer investigação e restringir ao MP da Bahia.

Entretanto, para desespero da organização criminosa, a investigação segue avançada no Ministério Público da Bahia, em caráter sigiloso. Há informações de que Tyago Hoffmann teme o que vem de lá e por isso está se mexendo em busca de contatos que possam sumir com essa investigação, paralisando-a ou arquivando-a. Pessoas já foram abordadas por ele, sem sucesso. Os holofotes são grandes e o combativo Vice Prefeito e oficial da Marinha promete levar suas denúncias às últimas consequências no MP.

Nas próximas reportagens vamos revelar os eventos que se relacionam à organização criminosa do esquema de atas:

a) o esquema de atas da Prefeitura de Aracruz (empresa 7 LAN), governada pelo PSB, que aderiu à uma ata produzida pelo mesmo Tyago Hoffmann quando Secretário de Trânsito da Prefeitura de Vitória (cerco eletrônico e linha verde), sem licitação. A empresa 7 LAN, beneficiária da ata aderida e até de contrato emergencial em Aracruz, vai ganhar uma licitação com o mesmo objeto executado por ela mesma, mesmo tendo ficado em 2º lugar, porque a prefeitura vai desclassificar o 1º colocado na semana que vem, em um jogo fraudado, simulado e direcionado.

b) o esquema de Cachoeiro de Itapemirim, governado pelo PSB, que também está licitando ata milionária direcionada para a empresa TELTEX, que tem uma ata da Universidade do Rio Grande do Norte, que também não executou (barriga aluguel), aderida pela Prefeitura de Vitória no valor de R$ 5 milhões de reais para compra de telecomunicação.

c) a prisão do Dono da Empresa SAFELY Pablo Magalhães, do esquema de Caravelas, por ordem da justiça do DF, cumprida em sua residência em Vila Velha, e a interferência do Secretário de Governo Tyago Hoffmann junto a Chefia da Polícia Civil para tentar apagar a detenção do sistema de mandados e soltá-lo, como se não tivesse sido cumprida a ordem judicial. Como o sistema é informatizado, o que impede tal manobra, Tyago Hoffmann pediu que o preso não fosse levado ao presídio de Viana (como ocorre com todos) e ficasse na Delegacia pernoitando com regalias até que a pensão alimentícia que motivou a ordem de prisão fosse paga. Esse esforço foi para proteger um aliado que sabe demais sobre a operação "barriga de aluguel”. Hoffmann entrou em surto quando soube da prisão e chegou a vomitar no banheiro de sua sala, segundo fontes do palácio. A pensão foi paga (e não se sabe por quem).A justiça do DF ainda não soube desse evento de obstrução à justiça, caso de prisão preventiva do artigo 312 do Código de Processo Penal (interferir na aplicação da lei penal).


Fonte: folhadoes.com

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