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Candidato a vereador de Castelo diz ter sofrido homofobia e racismo

Candidato a vereador de Castelo diz ter sofrido homofobia e racismo

Luan conta que teve dificuldades para se integrar ao partido e não recebia convites para as reuniões

  Por Natan Rodrigues

  18.novembro.2020 às 15:10Atualizado em 19.novembro.2020 às 10:13

O candidato a vereador Luan Herrera do Democratas (DEM), denuncia o partido por crime de homofobia e racismo. Luan faz parte da Juventude do Democratas do Espírito Santo e do comitê do partido em Castelo. Ele conta que teve dificuldades para se integrar e que não era convidado para as reuniões.

Quando o então candidato avisou ao partido de sua candidatura houve uma rejeição. Durante as reuniões feita de julho a outubro, ele não foi convocado. Ao questionar o presidente sobre a falta do convite, a resposta foi que os encontros eram para tomadas de decisões - mas cadê a democracia?

"Eu era o único candidato que não era chamado para nada, pra participar de nada"

Luan também não foi convidado para a convenção, onde os membros dos partidos políticos se reúnem para escolher os candidatos que serão apoiados pelo partido na eleição. Mas mesmo assim, sua candidatura foi aprovada por todos os delegados, fazendo com que se oficializasse candidato a vereador.

Durante uma pré-campanha ele criou um vídeo de mais 500 mil visualizações, que o Ministério Público de Castelo pediu para retirá-lo do ar, porque aparecem idosos de uma instituição.

Esse documento enviado pelo MP é privado, mas segundo Luan o presidente do Democratas de Castelo teve acesso ao mesmo e o enviou átraves do whatsapp, com um áudio dizendo que ele (o presidente) e os empresários do partidos resolveram tirar sua candidatura. Ao ser questionado sobre o acesso ao documento, o presidente não se manifestou.

O candidato conta que as perseguições continuaram, que ficou sem objetos para campanha, santinhos e até verba, que só no fim foi ofertado um material mas junto com um candidato a prefeito da cidade. Mas não aceitou.

Segundo Luan, ele tinha direito a R$ 20 mil do fundo eleitoral, por conta da cota de negro e candidato, mas a nacional e regional não fizeram o repasse do valor, mesmo o documento tendo sido enviado pelo presidente estadual, Diego Libardi.

O Folha do ES teve acesso aos prints de uma conversa entre Luan e supostamente algum membro do partido. Depois da captura de tela as mensagens foram apagados.

O então candidato a vereador de Castelo disse que todos os membros do democratas estadual e nacional tem acesso ao acontecimento.

A nossa reportagem entrou em contato com a assessoria do Democratas nacional mas foi orientada falar com o regional, que diz ter conhecimento do caso mas desconhece algum processo de apuração protocolado no Gabinete do Executivo.


Fonte: Folha do ES

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