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Pen drive da corrupção: promotor pode passar de investigador a investigado

Pen drive da corrupção: promotor pode passar de investigador a investigado

Governo não suspende licitação e promotor Rafael Calhau é desmoralizado. Polícia Federal é acionada.

  Por Redação

  14.abril.2021 às 23:59Atualizado em 15.abril.2021 às 00:49

O promotor de justiça Rafael Calhau Bastos deu prazo de 72h, que venceu no sábado. No papel, o Governo de Renato Casagrande (PSB) não cumpriu e deu continuidade ao certame, beneficiando a empresa chinesa denunciada de fraudar a licitação de R$ 139 milhões do Detran-ES. Neste momento, está desmoralizado pelo sistema a que serve. A investigação pode surgir de esfera federal (PF E MPF).

O deputado Bruno Lamas (PSB) já expôs o mesmo promotor, dizendo que ele ajudou a montar o edital direcionado. Isso é grave, mas não se sabe se Lamas se expressou errado, na ânsia de defender a licitação fraudulenta do governo a pedido do governador socialista.

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Com o atropelo do promotor, o Detran fez ontem (14) a prova de campo com a empresa chinesa para acelerar a etapa final da licitação. O evento é presencial e faz aglomeração em plena pandemia.

Isso mostra o vale tudo no governo para dar o contrato de R$ 139 milhões ao consórcio da DAHUA sob o manto da impunidade com a banda suspeita do Ministério Público com interesses dissociados da sociedade capixaba.

Nesse contexto, a Polícia Federal (PF) foi acionada com base na Lei nº 13.642/2018, que permite sua atuação em caso de organização criminosa internacional e que atua em vários Estados, como é o caso da chinesa DAHUA.

Rafael Calhau é o mesmo Promotor que o jornal A GAZETA criticou, na coluna praça oito, por ter dois pesos e duas medidas: em um caso de funcionário fantasma da Assembleia Legislativa, poupou o deputado da era Gratz ligado ao governo Casagrande e fez acordo escuso para proteger a turma do Chefe do Executivo.

Em outro caso, denunciou o deputado de oposição Sérgio Majeski (PSB) e seu servidor, em caso muito mais brando, sendo parte da engrenagem de perseguição do parlamentar de forma vexatória.

Ele é visto no seu meio como um promotor carreirista que transige em casos que colocam seu futuro em risco, como o caso da "Barriga de Aluguel" que envolve ilícitos do braço direito do governador, secretário Tiago Hoffmann.

Sobre o promotor Rafael Calhau, o jornal se limita a duas palavras: "sem comentários".


Fonte: Folha do ES

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