Folha do ES
Sex, 4 de Dez

Home   Política     ELEIÇÕES 2020


Bispos do ES orientam fiéis para voto consciente nas eleições deste ano

Bispos do ES orientam fiéis para voto consciente nas eleições deste ano

  Por Redação

  19.outubro.2020 às 17:29

Os bispos da Arquidiocese de Vitória, Dom Frei Dario Campos, da Diocese de Colatina, Dom Joaquim Wladimir Lopes Dias, da Diocese de São Mateus, Dom Paulo Bosi Dal’Bó, e o administrador diocesano de Cachoeiro de Itapemirim, padre Walter Luiz Barbiero Milaneze Altoé, divulgaram uma carta com “reflexões importantes para o discernimento do voto consciente, fruto do nosso compromisso batismal”.

Os bispos e o coordenador diocesano afirmam na carta que, ainda neste período eleitoral, será lançada a Cartilha de Orientação Política 2020. “Tradicionalmente, no período eleitoral, a Arquidiocese de Vitória e as Dioceses de Cachoeiro de Itapemirim, Colatina e São Mateus apresentam aos fiéis materiais com orientações práticas para a escolha de candidatos e candidatas. Tais orientações estão sempre em comunhão com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil [CNBB], que nos ensina que a política é a forma mais sublime de exercer a caridade’”, reforçam.

No documento, as autoridades católicas fazem uma breve análise de conjuntura da situação do Brasil e do mundo em meio à pandemia da Covid-19, além de defender que, diante do processo eleitoral, os católicos avaliem de forma criteriosa os candidatos. O documento aponta que a pandemia “acirrou o cenário que já se apresentava de desigualdades sociais, provocando uma crise econômica mundial, intensificando a miséria, que se faz ver claramente no quadro alarmante da fome e da inexistência de teto para todos. Somando ainda a estas dramáticas consequências, nota-se o incremento das políticas do ódio e da violência, o aprofundamento de práticas racistas, xenófobas, homofóbicas, machistas e de aniquilamento das políticas sociais”.

Em relação à postura dos católicos nas eleições, a carta afirma que é preciso avaliar os candidatos, “suas histórias e suas propostas, porque o voto tem consequências políticas, sociais, culturais, econômicas, ambientais”. E ainda que “as eleições municipais que se aproximam são uma oportunidade para encontrar caminhos que ajudem os municípios a superarem o momento difícil que atravessamos como cristãos e cidadãos. Pois todos somos responsáveis pelos candidatos que escolhemos e corresponsáveis com o que será feito, passadas as eleições, em nossos municípios”.

O documento também destaca que a corrupção “está aí, com práticas cada vez mais explícitas e hediondas, inclusive se manifestando ao longo do processo eleitoral”. E acrescenta: “há muitos candidatos que sequer sabem as atribuições de vereadores e de prefeitos. Para se enfrentar a corrupção, não podemos alimentar a troca de favores, votar atendendo a vontade de quem ocupa lugares de comando ou dos que se apresentam como pessoas acima do bem e do mal. O critério fundamental para se combater a corrupção é efetuar um voto ético, que defende a justiça social e o bem comum”.

Na parte referente à missão do leigo e da hierarquia, é destacado que a Igreja proíbe a candidatura ou a participação político-partidária dos padres, reservando esta missão para os leigos, de maneira que os padres devem evitar apresentar-se como candidatos, apoiar ou participar de atividades de candidatos ou partidos durante o período eleitoral. Da mesma forma, orienta os leigos que disputarão as eleições a se afastarem das atividades litúrgicas e pastorais durante o período eleitoral, devendo retornar às mesmas após as eleições, qualquer que tenha sido o resultado”.


Fonte: Es Hoje

Comentários Facebook


Facebook


Newsletter


Inscreva-se no boletim informativo da Folha do ES para obter suas atualizações e novidades semanais diretamente em seu e-mail.

© 2020 Folha do ES. Todos os direitos reservados.