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Justiça manda soltar Zé Augusto, companheiro de Amanda Quinta

Justiça manda soltar Zé Augusto, companheiro de Amanda Quinta

Ele estava preso há 244 dias após a operação Rubi que prendeu, também, a prefeita de Kennedy, Amanda Quinta

  Por Redação

  08.janeiro.2020 às 03:03

Após 244 dias preso, a Justiça mandou soltar o ex-secretário de desenvolvimento econômico de Presidente Kennedy, José Augusto Rodrigues de Paiva, marido da prefeita afastada do município, Amanda Quinta Rangel (sem partido). Ele foi liberado na noite desta terça-feira (07) do presídio de Viana, onde cumpria prisão preventiva desde 08 de maio do ano passado, quando foi preso na operação Rubi, deflagrada pelo Ministério Público Estadual (MP-ES).

De acordo com o advogado Altamiro Thadeu, que o representa, José Augusto teria deixado o Centro de Detenção Provisória de Viana II entre as 20h30 e as 21 horas desta terça.

Ele é suspeito de integrar um esquema de fraude em licitações de limpeza e recebimento de propina no município, junto com a prefeita afastada e mais cinco pessoas, segundo o MP-ES. Durante o flagrante, em meio a uma reunião na casa de Amanda e José Augusto, uma mochila com R$ 33 mil foi apreendida pelos agentes que atuavam na Operação Rubi, que investiga fraudes em licitações para contratação de empresa de limpeza pública nos municípios de Presidente Kennedy, Marataízes, Piúma e Jaguaré. O caso tramita sob sigilo de justiça.

O esquema Dois empresários, donos da empresa vencedora dos certames, pagavam propina a agentes públicos, em troca de contratos com as prefeituras investigadas. Ex-funcionários da empresa foram ouvidos pelo Ministério Público e explicaram para os Promotores como a quadrilha operava.

A denúncia O MP-ES denunciou sete envolvidos na Operação Rubi – a prefeita de Presidente Kennedy, o marido dela, um secretário municipal, dois empresários e outras duas pessoas – pelos crimes de organização criminosa, crime de responsabilidade da prefeita, corrupção passiva e ativa e falsidade documental.

As apurações iniciais da Operação Rubi apontam que os contratos de limpeza urbana e de transporte público com evidências contundentes de superfaturamento somam mais de R$ 150 milhões, quando analisado o período de 2013 a 2018.

A maior parte desse montante, R$ 105,7 milhões, é referente a contratos firmados entre quatro empresas investigadas e a Prefeitura de Presidente Kennedy.

O trabalho do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) prossegue com as análises dos materiais apreendidos e interrogatório dos investigados. Todos os envolvidos que foram alvo de busca e apreensão, mas não tiveram pedido de prisão solicitado pelo MPES, também serão ouvidos pelos promotores de Justiça do Gaeco.


Fonte: Tribuna On Line e Kennedy em Dia

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